Chefe do Terceiro Comando Puro é preso com armas e drogas no Noroeste

A Polícia Civil e a Polícia Militar prenderam, nesta segunda-feira, o homem apontado como chefe da facção Terceiro Comando Puro em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. O suspeito transportava armas e drogas da capital quando foi interceptado pelos agentes no bairro Carulas.

Apreensão de arsenal e o cerco no bairro Carulas

A captura do suspeito fez parte da terceira fase da Operação Sicário, coordenada por policiais civis da 143ª DP (Itaperuna) em conjunto com a Polícia Militar. O homem era investigado pelo setor de inteligência por abastecer comunidades locais com materiais bélicos e entorpecentes vindos da cidade do Rio de Janeiro.

As equipes montaram um cerco tático após cruzarem informações de rotas usadas pelo investigado. O carro em que ele estava acabou abordado assim que ingressou na área urbana de Itaperuna, sem chance de fuga.

Dentro do veículo, os agentes apreenderam uma pistola, sete carregadores municiados, 69 cartuchos intactos e diversos acessórios para armas de fogo. Os policiais também recolheram 226 embalagens de entorpecentes que traziam inscrições alusivas à organização criminosa Terceiro Comando Puro.

Além do flagrante pelo porte do armamento e das drogas, o homem já possuía mandados de prisão pendentes na Justiça. Ele respondia por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O que já se sabe sobre a atuação do suspeito

O homem detido é considerado pelas forças de segurança um dos principais articuladores da violência no Noroeste Fluminense. De acordo com o inquérito policial, ele exercia comando direto sobre a distribuição de pontos de venda e aplicava castigos brutais na comunidade.

A investigação aponta que partiam dele as ordens para execuções de rivais e para a expulsão de moradores de áreas dominadas pela quadrilha. Testemunhas relataram aos policiais que o investigado chegava a determinar disparos contra as mãos de moradores e devedores para demonstrar poder territorial.

Com a interceptação da carga, a polícia bloqueia a chegada de munição pesada que seria distribuída para pequenos grupos armados da região. Todo o material apreendido e o carro usado no transporte seguiram para perícia na delegacia local.

Como denunciar a ação de grupos armados

A população pode ajudar as forças de segurança a combater o tráfico e retirar armas de circulação de forma totalmente anônima. Quem tiver informações sobre a atuação do Terceiro Comando Puro ou esconderijos de drogas e foragidos pode acionar o Disque Denúncia pelo telefone 2253-1177, que funciona 24 horas por dia e atende todo o Estado do Rio.

Outro canal disponível é a própria sede da 143ª DP (Itaperuna), localizada na Rua Prefeito Orlando Tavares, número 43, no bairro Bairral. O morador não precisa se identificar para passar pistas sobre rotas de transporte de ilícitos ou ameaças feitas por criminosos armados.

Em casos de emergência ou flagrante de pessoas armadas nas ruas, o contato imediato deve ser feito com a Polícia Militar pelo telefone 190. O acionamento direciona as viaturas do 29º Batalhão de Polícia Militar, responsável pela segurança dos municípios do Noroeste Fluminense.

O que fazer se você foi vítima de expulsão ou ameaça

Moradores que sofreram ameaças diretas, extorsões ou foram obrigados a deixar suas casas por ordem de facções criminosas devem procurar uma delegacia de polícia para registro. O boletim formal garante que a situação seja incluída nas investigações da especializada e embasa pedidos de medidas protetivas e mandados judiciais.

O registro presencial pode ser feito em qualquer delegacia do estado, apresentando documento de identidade e comprovante de residência anterior. Se a pessoa tiver saído do município por receio imediato, o boletim de ocorrência também pode ser iniciado pela internet, por meio do portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Relatos de agressões corporais cometidas por ordem de traficantes, como ferimentos por arma de fogo, também devem ser encaminhados ao atendimento médico de emergência com comunicação imediata aos assistentes sociais de prontidão nas unidades de saúde, que realizam a notificação compulsória para a polícia civil dar início ao inquérito.

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