O histórico chafariz da Praça São Salvador, em Laranjeiras, voltou a jorrar água nesta semana após passar anos desativado. A estrutura centenária passou por reforma completa da Prefeitura do Rio e já opera plenamente para frequentadores do local.
Reforma de R$ 55 mil devolve funcionamento ao patrimônio histórico
A recuperação do monumento foi executada pela Secretaria Municipal de Conservação. A intervenção contou com um investimento direto de R$ 55 mil dos cofres municipais. A estrutura estava sem funcionar há alguns anos, acumulando desgastes causados pelo tempo e pela falta de manutenção contínua.
Os técnicos da pasta municipal realizaram serviços fundamentais para recolocar o sistema em operação. O trabalho incluiu nova impermeabilização da bacia, pintura protetiva de todas as peças metálicas e a recomposição completa das instalações hidráulicas e elétricas. Com isso, os bicos e as bombas voltaram a circular água de forma contínua.
Segundo o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, a medida busca proteger a memória da cidade e qualificar os pontos de encontro dos moradores. A reativação devolve o equilíbrio estético e a função original a um dos espaços públicos mais movimentados do bairro de Laranjeiras.
Qual é a história da escultura francesa de 1862?
O conjunto ornamental foi instalado na Praça São Salvador por volta de 1885, mas suas peças foram fundidas anos antes na Europa. O principal elemento artístico é uma figura feminina esculpida pelo artista francês Louis Sauvageau, datada de 1862. Na obra, a escultura derrama água a partir de um cântaro.
A composição visual traz ainda figuras de crianças montadas sobre golfinhos, que sustentam a grande bacia central feita em ferro fundido. Todo o trabalho foi fabricado pelas tradicionais Fundições Val d’Osne, na França, empresa que forneceu dezenas de monumentos públicos para o Rio de Janeiro no final do século XIX e início do século XX.
Peças semelhantes dessas fundições francesas estão espalhadas por outros bairros cariocas, como Catete, Centro e Glória. O chafariz de Laranjeiras sobreviveu a reformas urbanas e transformações viárias ao longo de 141 anos de presença na região.
O que muda na rotina de quem frequenta a Praça São Salvador?
A reativação do chafariz altera diretamente o ambiente da praça, que serve de ponto de lazer diário para famílias com crianças, idosos e donos de animais de estimação. O som da água corrente diminui o eco do trânsito das vias próximas, como as ruas São Salvador e Senador Corrêa.
Nos fins de semana, o espaço costuma sediar rodas de choro, feiras de artesanato e eventos comunitários. Com o monumento limpo e a água circulando, a área central da praça deixa de acumular folhas secas e lixo que costumavam cair na bacia vazia durante o período de abandono.
A presença da água em movimento também impede que a estrutura sirva de criadouro para o mosquito da dengue, já que a água passa por tratamento e bombas de circulação constante, evitando estagnação no fundo da concha de ferro.
Como a população pode solicitar manutenção ou denunciar vandalismo?
Para manter o chafariz funcionando e a praça preservada, a população tem canais diretos para relatar vazamentos, falhas elétricas ou casos de danos ao patrimônio público. A responsabilidade operacional pela limpeza e conservação segue sob gestão direta do município.
- Central de Atendimento ao Cidadão da Prefeitura (1746): serviço por ligação telefônica no número 1746 (atendimento 24 horas) ou pelo aplicativo oficial 1746 Rio, onde o morador pode enviar fotos e a localização exata do problema.
- Denúncias de vandalismo ou furto de metais: o Disque Denúncia do Rio recebe chamados anônimos pelo telefone (21) 2253-1177. A Guarda Municipal também atende situações de flagrante pelo número 153.
- Sede da Secretaria Municipal de Conservação: Rua Maia de Lacerda, 167, no Estácio. O órgão centraliza os pedidos de obras em praças públicas e monumentos históricos tombados da capital.
A conservação do chafariz nos próximos meses dependerá da fiscalização de rotina das equipes da prefeitura e do cuidado coletivo dos frequentadores diários da praça.














