Casal é preso suspeito de matar idoso de 62 anos na frente da filha

A Polícia Civil prendeu um casal suspeito de espancar até a morte um homem de 62 anos durante uma briga motivada pela cobrança de R$ 300 referente a um celular. O caso ocorreu na presença da filha deles, de apenas 5 anos.

Cobrança de R$ 300 por celular terminou em agressão fatal

As prisões de Joilson da Silva Macedo, de 40 anos, e Lucineia Alves da Silva, de 43 anos, foram cumpridas na última quinta-feira. Ambos são investigados diretamente pela morte violenta do serralheiro José Carlos dos Santos, de 62 anos, ocorrida após uma discussão violenta em via pública.

De acordo com o inquérito policial, o casal foi até um bar no bairro Tucuruvi, na Zona Norte, para cobrar o pagamento pendente de um aparelho telefônico. O valor cobrado era de R$ 300. Durante a conversa, o clima esquentou rapidamente e a abordagem se transformou em agressões verbais e físicas contra o homem que supostamente devia a quantia.

Ao ver o irmão sendo atacado, o serralheiro José Carlos tentou intervir para apaziguar a situação e conter os ânimos. O casal então se voltou contra o idoso, passando a agredi-lo com violência. Imagens de câmeras de segurança flagraram o tumulto e registraram a filha dos agressores, uma menina de 5 anos de idade, assistindo a toda a cena de violência na calçada.

José Carlos não resistiu aos ferimentos causados pelos golpes e morreu no local antes mesmo de receber atendimento médico especializado. O homem cobrado pelo casal sobreviveu à confusão. Após o espancamento, os suspeitos fugiram levando a criança, mas acabaram identificados e localizados pelos agentes civis responsáveis pelas investigações na região.

O que já se sabe sobre o caso

O crime foi registrado no dia 10 de setembro e desde então os policiais civis reuniam provas contra os investigados. Com as imagens do circuito de vigilância e depoimentos de frequentadores do estabelecimento, a autoridade policial solicitou a prisão temporária dos suspeitos à Justiça, que acolheu o pedido.

A investigação aponta que tanto o homem quanto a mulher participaram ativamente das agressões que causaram a morte do idoso de 62 anos. Com a prisão preventiva expedida e executada, o casal permaneceu à disposição do Poder Judiciário para responder pelas acusações de homicídio.

A polícia não informou oficialmente sob a guarda de quem a criança de 5 anos permaneceu após a prisão dos pais. Em situações desse tipo, o Conselho Tutelar do município é formalmente acionado para encaminhar o menor de idade a familiares aptos ou a uma instituição de acolhimento de proteção social.

Quem responde por isso

A investigação foi conduzida pelas equipes da Polícia Civil responsáveis pela área do Tucuruvi, que analisaram laudos periciais e gravações de comércios próximos para sustentar a representação judicial contra o casal. Os laudos do Instituto Médico Legal também foram anexados aos autos para confirmar as causas clínicas da morte da vítima.

Os suspeitos agora enfrentam processo criminal e podem responder por homicídio qualificado por motivo fútil e por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima. O caso seguirá para a fase de audiências de custódia e instrução criminal, com oitivas das testemunhas que estavam no estabelecimento.

Como denunciar casos de agressão e violência

Para colaborar com investigações policiais e denunciar o paradeiro de foragidos ou atos criminosos sem se identificar, a população dispõe de canais anônimos e totalmente seguros em funcionamento diário:

  • Disque Denúncia: Ligue para o número 181 (em São Paulo) ou 2253-1177 (no Rio de Janeiro e Região Metropolitana). O atendimento é 24 horas por dia, totalmente anônimo e garante o sigilo absoluto do denunciante.
  • Polícia Militar: Em caso de flagrante delito, discussões graves ou agressões em andamento, acione imediatamente o serviço de emergência da PM pelo telefone 190.
  • Conselho Tutelar: Em episódios envolvendo crianças expostas à violência ou abandono de incapaz, denuncie pelo Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, canal gratuito de abrangência nacional.

O que fazer se você foi vítima ou presenciou uma violência

Quem presenciar agressões ou for vítima de cobranças extorsivas e violentas deve buscar socorro imediato e evitar intervir sozinho sem o auxílio de forças de segurança pública, priorizando o distanciamento físico do agressor.

O registro da ocorrência pode ser feito diretamente na delegacia mais próxima de onde aconteceu o fato ou por meio das plataformas de Delegacia Eletrônica da Polícia Civil estadual. Para formalizar o boletim, leve um documento oficial de identidade, comprovante de residência e o máximo de detalhes possível, incluindo características físicas dos envolvidos, horário e imagens gravadas por telefone celular.

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