Celular de Macalé foi usado depois de sua morte, diz PF

Edmílson da Silva, conhecido como Macalé

A Polícia Federal revelou que o celular de Macalé foi usado depois de sua morte, foi manipulado com a inserção de contatos e ligações feitas mesmo depois do assassinato. Edmílson da Silva, conhecido como Macalé, é apontado como responsável pela contratação de Ronnie Lessa para matar a vereadora Marielle Franco.

As informações constam no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga a morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Consoante a perícia, o aparelho de Macalé foi ligado, recebeu novos contatos e teve até dois chips trocados antes da análise solicitada pela PF.

Ronnie Lessa, assassino confesso, afirmou em depoimento que foi convidado para participar do crime por Macalé. Já Élcio de Queiroz, também envolvido, teria sido o motorista do carro usado na execução.

Na ocasião do assassinato de Macalé, no dia 21 de novembro de 2021, ele caminhava na Avenida Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, carregando três gaiolas com pássaros quando foi surpreendido e morto por atiradores. O celular foi apreendido no mesmo dia, mas só chegou à perícia em 25 de julho de 2023, quase dois anos depois, a pedido da Polícia Federal.

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