Celular de Dr. Jairinho na Cela: Justiça autoriza quebra de sigilo para revelar comunicações e influências do condenado

Dr. Jairinho

Justiça autoriza acesso ao celular de Dr. Jairinho encontrado em sua cela

A Justiça do Rio de Janeiro deu um passo crucial na investigação que envolve Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado pela morte do menino Henry Borel. Foi autorizada a quebra do sigilo de um celular apreendido na cela do ex-vereador, onde ele cumpre pena. A extração e análise dos dados ficarão a cargo da Divisão Especial de Inteligência Cibernética (DEIC) do Ministério Público do Rio de Janeiro.

O aparelho foi descoberto na última quarta-feira (1º), durante uma revista de rotina realizada pela Polícia Penal no Complexo de Gericinó, onde Jairinho está detido. A decisão de liberar o acesso ao conteúdo do celular foi tomada na sexta-feira (3) pela juíza Elizabeth Machado Louro, que presidiu o julgamento que condenou Jairinho.

O Ministério Público acredita que a análise completa do celular pode trazer informações valiosas, especialmente sobre possíveis comunicações que o condenado manteve enquanto estava preso preventivamente. A intenção é verificar se ele tentou influenciar pessoas fora da prisão, identificar contatos, mensagens e possíveis articulações que possam ter impactado o andamento do processo criminal. Essas informações são consideradas importantes para esclarecer todas as pontas soltas do caso e para o andamento de outras ações penais contra o ex-vereador. Conforme divulgado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Busca por elucidação de influências e contatos externos

O promotor Fábio Vieira dos Santos explicou que a medida visa apurar se Dr. Jairinho exerceu alguma influência sobre pessoas fora do ambiente prisional. A investigação busca identificar com quem ele se comunicava e se havia alguma articulação em andamento que pudesse interferir no curso da justiça.

Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no processo, reforçou a importância da apuração. Ele declarou que a investigação deve determinar quem forneceu o celular a Jairinho, há quanto tempo ele o utilizava e com quem mantinha contato. A possibilidade de tentativas de intimidação ou interferência no processo também está sendo considerada, especialmente porque Jairinho responde por coação no curso do processo.

Decisão recente também visa impedir disseminação de inverdades

Na quinta-feira (2), a Justiça também agiu em caráter urgente para impedir que o pai de Jairinho, Jairo Souza Santos, conhecido como Coronel Jairo, continue divulgando informações falsas sobre Leniel Borel. Foi determinada a retirada de conteúdos publicados na internet que continham inverdades sobre o pai de Henry.

O Ministério Público sustenta que o material extraído do celular de Dr. Jairinho pode ter um impacto significativo na análise dos recursos apresentados pela defesa, que busca a anulação do julgamento. Em 4 de junho deste ano, Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão pelos crimes de tortura e homicídio qualificado contra Henry Borel, que morreu em 8 de março de 2021.

Potencial impacto na análise de recursos e novas ações

O órgão ministerial entende que o conteúdo do aparelho celular pode indicar uma eventual tentativa de interferência na produção de provas, na instrução criminal ou até mesmo em um futuro novo julgamento. Além disso, as informações obtidas podem ser cruciais para o andamento de outras ações penais que ainda tramitam contra o ex-vereador. A quebra do sigilo do celular de Dr. Jairinho representa um avanço na busca por **esclarecer todos os fatos** relacionados à morte de Henry Borel e às ações de Jairinho.

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