Celso Barros morre aos 73 anos e deixa legado no Fluminense

Celso Barros

A morte de Celso Barros aos 73 anos foi confirmada neste sábado, deixando um sentimento de luto entre torcedores e dirigentes do Fluminense. O médico e ex-presidente da Unimed sofreu um infarto e não resistiu. Ele era um dos candidatos à presidência do clube nas eleições marcadas para o dia 29.

Celso Barros se tornou figura conhecida no futebol brasileiro durante o período em que comandou a Unimed, patrocinadora do Fluminense entre 1999 e 2014. Quando assumiu o projeto, o clube ainda tentava se reerguer após disputar a Série C do Brasileiro. Sob sua gestão, o Tricolor voltou a ter protagonismo nacional: conquistou dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil e foi finalista da Libertadores.

Médico e ex-diretor do Sindicato dos Médicos do Rio, Barros construiu uma relação de forte influência na política interna do clube. Em 2019, integrou a chapa eleita ao lado de Mário Bittencourt, ocupando o cargo de vice-presidente. A parceria, porém, não se sustentou até o fim do mandato, e as divergências transformaram Celso em uma das principais vozes da oposição.

Nas eleições deste ano, ele novamente se colocava como alternativa para comandar o Fluminense, defendendo mudanças no modelo de gestão. Sua morte encerra uma trajetória marcada por envolvimento direto no futebol e por momentos decisivos na história recente do clube.

Celso Barros deixa um legado reconhecido tanto pela reconstrução tricolor no início dos anos 2000 quanto pela relevância que conquistou no cenário esportivo e político do Rio de Janeiro.

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