As celas de Bolsonaro foram alvo de nova determinação do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes fixou prazo de cinco dias para que a Polícia Federal esclareça a reclamação apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre ruído contínuo na cela onde ele está custodiado.
A decisão foi tomada após os advogados protocolarem petição no STF relatando que o barulho do ar-condicionado funciona de forma ininterrupta, ao longo das 24 horas do dia. Segundo a defesa, a situação não se trata de incômodo pontual, mas de uma perturbação permanente que compromete condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde.
No pedido, os advogados alertam para possíveis impactos à integridade física do ex-presidente e solicitam providências técnicas. Entre as alternativas sugeridas estão a adequação do equipamento de ar-condicionado, a instalação de isolamento acústico, a reorganização do layout da cela ou outra solução equivalente capaz de reduzir o nível de ruído.
A manifestação da Polícia Federal deverá detalhar as condições do local de custódia e informar se há medidas em curso ou previstas para atender à reclamação. A ordem de Moraes busca esclarecer se o ambiente atende aos parâmetros exigidos para a custódia.
Jair Bolsonaro retornou à Superintendência da Polícia Federal na última quinta-feira (1º), após permanecer cerca de dez dias internado em hospital. Durante o período, ele passou por cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e por outros procedimentos médicos relacionados a crises de soluço.
O ex-presidente cumpre pena superior a 27 anos de prisão, imposta pelo STF após condenação por participação na trama golpista investigada pela Corte. A resposta da Polícia Federal, solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, será analisada para eventual deliberação sobre ajustes nas condições da custódia.














