O Caso Rhuan em São Gonçalo ganha novo capítulo com a decisão da Justiça que determinou que o tenente da Polícia Militar Marcos Gabriel Silva Mendes vá a júri popular pelo homicídio do jovem Rhuan Rodrigues Pereira, de 20 anos.
O crime aconteceu em agosto de 2024, no bairro Porto do Rosa, quando o jovem foi atingido por três disparos durante uma abordagem policial. Segundo as investigações, os tiros foram efetuados pelas costas, enquanto a vítima passava pela Rua Heitor Rodrigues, nas proximidades da BR-101.
De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o homicídio foi cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A denúncia aponta ainda que a viatura estava com giroflex e sirene desligados, o que teria dificultado a identificação da abordagem por parte de Rhuan.
A vítima havia acabado de sair da festa de aniversário da mãe e seguia para um show de pagode acompanhado de um primo. Duas amigas, que estavam em uma moto logo atrás, também presenciaram a ação.
A mãe de Rhuan, Fernanda Rodrigues Garcia, comemorou a decisão judicial e destacou a expectativa pela marcação do julgamento.
Desde o início, eu acreditava que a justiça iria acontecer e não foi diferente, aos poucos estamos conseguindo. Diante de todos os depoimentos e laudos periciais, não tinha como ser outra decisão. Agora, iremos aguardar ansiosamente que seja marcada a data do júri. Espero que seja o quanto antes para conseguimos concluir esse processo e, aí sim, eu poder viver o meu luto em paz, declarou.
Por outro lado, o policial afirma que a situação envolveu um tiroteio iniciado por criminosos da região do Complexo do Salgueiro, e que o jovem acabou sendo atingido durante a troca de tiros.
O caso teve grande repercussão e mobilizou familiares e amigos, que descrevem Rhuan como um jovem trabalhador, gerente de uma loja de roupas e sócio de um depósito de bebidas.
Agora, com a decisão de levá-lo a júri popular, o processo entra em uma nova fase, que deve aprofundar o debate sobre responsabilidade, abordagem policial e justiça.
E enquanto a data do julgamento não é definida, a história segue em aberto — carregando não só expectativas judiciais, mas também a busca por respostas que ainda ecoam entre familiares e a sociedade.














