O Caso Eliana Tavares avançou para uma nova etapa judicial após decisão que determina o julgamento por júri popular do estudante de medicina Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso, de 32 anos. Ele é acusado de matar a própria mãe, Eliana de Lima Tavares Cardoso, de 59 anos, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
A decisão foi tomada em dezembro de 2025, após a análise de indícios de autoria e materialidade do crime. A Justiça entendeu que há elementos suficientes para que o processo seja encaminhado ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
Carlos Eduardo responde pelos crimes de feminicídio, lesão corporal, tentativa de fuga do local e por dirigir sob efeito de entorpecentes. Ele segue preso preventivamente no Presídio de Itaperuna, enquanto aguarda a definição da data do julgamento.
O crime ocorreu em outubro de 2024, na Avenida Francisco Lamego, no bairro Jardim Carioca. Segundo a denúncia do Ministério Público, Eliana trafegava em uma bicicleta elétrica quando foi atropelada por um carro conduzido pelo próprio filho.
Após o impacto, o veículo ainda teria colidido com outro automóvel, provocando ferimentos em cinco pessoas. Para a acusação, a dinâmica dos fatos indica que o atropelamento não foi um acidente de trânsito, mas uma ação intencional, ponto central da tese de feminicídio.
O Ministério Público sustenta que havia histórico de violência doméstica envolvendo o réu e destaca o uso de drogas no dia do crime como fatores que reforçam a acusação. Esses elementos foram considerados suficientes para o envio do caso ao julgamento pelos jurados.
A defesa de Carlos Eduardo contesta a versão apresentada pela promotoria e afirma que o estudante não reconheceu a mãe no momento do atropelamento. A argumentação deverá ser analisada durante o júri, quando acusação e defesa poderão apresentar provas, testemunhas e depoimentos.
Com o encaminhamento ao júri popular, caberá a sete jurados decidir sobre a culpa ou inocência do réu. Ainda é possível a apresentação de recursos, e a data do julgamento ainda não foi definida pela Justiça.














