O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) autorizou o compartilhamento de provas com os Ministérios Públicos da Alemanha e da Bélgica no processo que investiga o cônsul alemão Uwe Herbert Hahn. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (1º), tem como objetivo permitir a continuidade das investigações internacionais sobre a morte de Walter Henri Maxmillien Biot, marido do diplomata.
O crime aconteceu em 2022, quando o casal vivia em uma cobertura no bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio. Na época, Uwe alegou que o companheiro havia sofrido um mal súbito. No entanto, a perícia realizada no corpo da vítima apontou lesões incompatíveis com essa versão, o que levou a Justiça brasileira a decretar sua prisão preventiva por suspeita de homicídio.
Apesar da gravidade dos indícios, o cônsul conseguiu um habeas corpus e deixou o Brasil no dia seguinte à decisão, sem que as autoridades conseguissem impedir sua fuga. Desde então, ele não retornou ao país e tornou-se alvo de pedidos de cooperação internacional.
Com a nova decisão do TJRJ, as provas reunidas no Brasil poderão agora subsidiar procedimentos legais nos dois países europeus envolvidos, facilitando a responsabilização do acusado e o avanço das investigações no exterior.














