Por Harry Sprung Junior
Algum dia, alguém, líder de uma nação em estado de degradação econômica, já pré-estabelecido antes mesmo desta liderança assumir o poder, resolve pensar e executar soluções alternativas como meio de reestabelecer, minimamente, a economia pátria.
Este país, a Argentina, liderado, hoje, por Xavier Milei procura sair da crise econômica a qual é assolada e para tanto, incentivos alternativos seriam e ainda são bem-vindos numa economia desesperada pela recuperação, inclusive mediante ações pontuais deste atual presidente.
Então, exsurge a criação da criptomoeda $Libra, nome do token, uma unidade de valor digital baseada na tecnologia blockchain que não é lastreada por dinheiro real tendo como um dos principais impulsionadores do lançamento da crypto, o empresário americano Hayden Mark Davis, da empresa Kelsen Ventures.
Davis, por sua vez, garantiu que o “principal patrocinador” da $LIBRA seria Julian Peh, um empresário de tecnologia de Singapura, fundador da KIP Network.
Logo, a não promoção, mas o incentivo do Presidente Xavier Milei à captação de recursos voltados ao fomento da economia Argentina faz-se quase que compulsório num contexto econômico pelo qual insere-se o país sulamericano.
Milei é entusiasta da “tokenização” da economia, na direção de atrair Investidores como opção alternativa viável e executável, pois, era “um projeto privado” que seria dedicado a “incentivar o crescimento da economia argentina, financiando pequenos negócios e startups argentinas” dos setores de criptomoedas e inteligência artificial (IA) – corroborou, Felipe Martorano, analista de cripto da Levante em declaração ao CNN Money.
No entanto, uma publicação em sua conta pessoal da plataforma X transformou a boa intenção de Milei num pesadelo, acusado de praticar um “rug pull”, golpe comum no mercado de criptomoedas, no qual os criadores promovem um ativo para atrair investidores e depois abandonam o projeto, deixando os compradores com perdas, Milei passa a ser investigado por fraude após promover criptomoeda.
Porém, há de se ressaltar que, aqueles que participaram do projeto de investimento, sapientes do alto risco do investimento, se juntaram a este e o fizeram voluntariamente. “É um problema entre particulares, porque o Estado não tem nenhum papel aqui”, disse o atual presidente do país portenho.
Por fim, Hayden Mark Davis, da empresa Kelsen Ventures aventa a possibilidade da devolução dos valores perdidos aos investidores, em tese, lesados.
É lógico que, provavelmente, vislumbra-se como ponto de partida à comprovação dos danos por meio da Justiça.
Harry Sprung Junior é advogado














