Polícia fecha carvoaria clandestina em Duque de Caxias: Adolescentes explorados em condições perigosas

Uma operação policial em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, resultou no fechamento de uma carvoaria clandestina e na prisão de dois proprietários. A ação, conduzida pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), desarticulou um esquema que explorava três adolescentes em condições de trabalho extremamente perigosas.

Os jovens eram expostos a uma série de riscos, incluindo fumaça, fuligem, poeira e calor intenso, sem qualquer tipo de equipamento de proteção individual. A investigação revelou total ausência de normas de segurança e ambientais no local, que operava de forma irregular.

A descoberta ocorreu após a DPMA receber denúncias sobre o funcionamento ilegal da carvoaria e os impactos ambientais negativos causados pela atividade. Os agentes, ao fiscalizarem a Vila Santa Alice, confirmaram as irregularidades, culminando na autuação em flagrante dos responsáveis, conforme informação divulgada pela Polícia Civil.

Investigação Revela Exploração e Danos Ambientais

A investigação que levou ao desmantelamento da carvoaria clandestina teve início com base em informações recebidas pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. As denúncias apontavam para o funcionamento irregular do estabelecimento e os prejuízos ao meio  decorrentes de suas operações. Durante a inspeção, as autoridades constataram que o local operava sem seguir as normas ambientais e trabalhistas essenciais.

Adolescentes em Situação de Vulnerabilidade

A situação encontrada no local era alarmante. Os três adolescentes que trabalhavam na carvoaria estavam diretamente expostos aos gases tóxicos liberados durante a carbonização da madeira. A falta de equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, agravava ainda mais o risco de problemas respiratórios e outros danos à saúde.

Irregularidades Trabalhistas e Ambientais Confirmadas

Além da exploração de menores, a carvoaria clandestina apresentava diversas outras irregularidades. A Polícia Civil informou que o empreendimento descumpria exigências cruciais previstas nas licenças ambientais, indicando uma operação desorganizada e prejudicial ao ecossistema local. Os dois proprietários foram detidos e autuados em flagrante pelos crimes cometidos.

Prisão dos Responsáveis e Consequências Legais

Ao final da operação, os dois responsáveis pela carvoaria clandestina foram conduzidos à delegacia. Eles foram autuados em flagrante pelas autoridades policiais, respondendo por crimes relacionados à exploração de trabalho em condições análogas à escravidão e crimes ambientais. A ação reforça a importância da fiscalização para combater atividades ilegais que colocam em risco a vida de pessoas e o meio ambiente.

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