O caso de assédio sexual em escola do Recreio veio à tona após um grupo de alunas de 12 anos escrever cartas relatando situações recorrentes de constrangimento e abuso praticadas por um professor de uma instituição particular da Zona Sudoeste do Rio. Segundo os relatos, o docente fazia comentários de cunho sexual sobre a aparência das estudantes, além de gestos e atitudes inapropriadas dentro da sala de aula. O homem, que não teve o nome divulgado, foi preso na segunda-feira (13) e teve sua prisão preventiva mantida após audiência de custódia.
As vítimas contaram que o professor se posicionava propositalmente na porta da sala, obrigando as alunas a manter contato físico com ele ao entrar ou sair. As denúncias foram registradas por mães e responsáveis que afirmaram que os episódios vinham ocorrendo desde o início do ano letivo. Uma das mães afirmou que a filha está em tratamento psicológico após o trauma. “Minha filha não estuda mais lá desde o ocorrido, pois a escola manteve o professor trabalhando normalmente. Ela passou a usar medicação para ansiedade”, contou.
Outra responsável relatou o abalo emocional da filha, que estaria em choque após presenciar uma das situações de assédio. “Ela está extremamente confusa e emocionalmente abalada. Toda vez que lembra do que aconteceu, só repete que não queria ter visto aquilo”, disse.
As investigações foram iniciadas pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) no dia 1º de outubro, após o registro do boletim de ocorrência feito por um grupo de mães. Segundo elas, mesmo ciente das denúncias, a escola teria mantido o professor em atividade. Há ainda relatos de ex-alunas que afirmam ter passado pela mesma situação com o mesmo docente em anos anteriores.
Em nota, o colégio negou omissão e declarou que afastou o profissional um dia após a denúncia formal, colaborando com as investigações. “Desde então, temos trabalhado junto às autoridades em busca da verdade. Aqui, não transigimos com erros e defendemos a verdade, apenas a verdade”, afirmou a direção.
A instituição também informou que as aulas são gravadas e que o vídeo da aula citada já foi encaminhado à Polícia Civil. A psicóloga da unidade teria conversado com representantes de turmas, exceto as de 5º e 6º anos, consideradas muito jovens para o tema.
O professor continua detido enquanto a polícia reúne provas e ouve novas testemunhas. A defesa dele ainda não se manifestou. O caso segue sob investigação.














