Cartão Jaé: após filas e reclamações, secretário cobra mudanças da empresa

Filas nos postos de atendimento para pedir o cartão Jaé

Com a proximidade da obrigatoriedade do Cartão Jaé para acessar os transportes municipais do Rio, usuários enfrentam filas enormes, falta de estrutura, idosos passando mal e desorganização nos postos de atendimento. A partir de 5 de julho, o bilhete será obrigatório para gratuidades e, em 2 de agosto, para o público geral.

De acordo com reportagem de Jéssica Marques, do jornal Extra, o secretário municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, Felipe Michel, afirmou que a responsabilidade pelos problemas é da empresa que opera o sistema Jaé. Segundo ele, a Prefeitura está acompanhando de perto e já cobrou ações imediatas.

A prefeitura não está tendo dificuldade nenhuma em administrar. São erros do Jaé (empresa) e eles vão corrigir. Mas volto a falar, como o prefeito colocou: toda mudança tem esse período de maturação, de erros e acertos. O que importa é sentar, corrigir e botar em prática os acertos em cima dos erros — afirmou Felipe Michel, em depoimento ao jornal Extra.

O secretário garantiu que, a partir de segunda-feira, serão implementadas medidas emergenciais para melhorar a situação nos postos. Entre elas, estão a instalação de cadeiras, distribuição de água, ampliação das equipes e uso de tablets para agilizar o atendimento.

Os maiores problemas foram registrados nos postos da Cidade Nova, Madureira e Engenhão. Usuários relataram espera de horas, falta de cadeiras, ausência de água e casos em que, mesmo com agendamento e confirmação, os cartões não estavam prontos ou sequer apareciam no sistema.

Pessoas com problemas de circulação no joelho e outras condições associadas à idade não podem ficar horas em pé. Já cobramos essas medidas. A empresa se comprometeu a garantir estrutura mínima em todos os postos. Os de maior movimento terão reforço especial — completou Michel, em depoimento ao jornal Extra.

Uma reunião emergencial está marcada para sexta-feira entre a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) e a empresa responsável pelo Cartão Jaé. A expectativa é discutir soluções rápidas para o colapso no atendimento, faltando pouco mais de 15 dias para a mudança.

Outra reclamação recorrente envolve a entrega domiciliar dos cartões. Apesar da promessa de entrega em até dez dias úteis para quem faz o pedido online, muitos beneficiários alegam que aguardam há meses. Isso tem obrigado principalmente idosos a enfrentarem as filas para buscar presencialmente o bilhete que deveria ser entregue em casa.

Concordo plenamente. Também identificamos esses casos. São erros operacionais que precisam ser corrigidos — afirmou o secretário.

Além de reforçar a estrutura dos postos existentes, a Prefeitura abrirá pontos emergenciais nas Casas de Convivência de Botafogo, Madureira e na sede da Secretaria, no Centro.

O secretário também ressaltou que os problemas não afetam apenas os cartões de gratuidade, mas todo o sistema, incluindo os bilhetes pagos. A cobrança da Prefeitura sobre a empresa é para garantir que, até o dia 5 de julho, tudo esteja regularizado, principalmente para o público idoso.

O mínimo que essas pessoas merecem é poder sentar, beber água e serem atendidas com rapidez. Estamos cobrando, acompanhando e fiscalizando de perto. O compromisso é garantir conforto e respeito — concluiu Michel, em depoimento ao jornal Extra.

Até o momento, a empresa Jaé não se pronunciou oficialmente sobre as falhas no atendimento.

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