O renomado coreógrafo Carlinhos de Jesus, de 72 anos, chamou a atenção ao surgir em uma cadeira de rodas e revelar que enfrenta um quadro severo de bursite trocantérica. A condição, que provoca dores intensas na região do quadril, pode afetar seriamente a mobilidade e muitas vezes passa despercebida nos estágios iniciais.
Conhecido por sua leveza nos palcos e referência no samba, Carlinhos explicou que o uso da cadeira de rodas é uma medida temporária para aliviar a dor e proteger o quadril durante o tratamento. Segundo ele, o incômodo persiste há algum tempo, mas agora exige cuidados mais intensos.
“É uma dor que vem silenciosa. Começa com um incômodo leve e vai evoluindo. Precisei parar e respeitar meu corpo. Estou em tratamento, com esperança de melhora”, disse o artista em suas redes sociais.
A bursite trocantérica é uma inflamação na bursa — uma espécie de almofada natural entre o osso do quadril e os tendões. De acordo com a professora Luma Duarte Barbosa, mestre em Ciências Aplicadas ao Sistema Musculoesquelético, a condição afeta principalmente mulheres e pessoas acima dos 50 anos, e pode ser agravada por sedentarismo, sobrepeso ou repetição de movimentos.
“Como é uma região de carga, a dor pode ser muito intensa e limitar até ações simples, como andar ou sentar. Em alguns casos, o uso da cadeira de rodas é necessário para não agravar o quadro”, explicou Luma.
O tratamento normalmente inclui fisioterapia, acupuntura, laser, infiltrações e, em situações graves, cirurgia para retirada da bursa inflamada. O diagnóstico é feito preferencialmente por ressonância magnética, sobretudo quando a dor persiste por semanas.
Apesar do susto, Carlinhos tranquilizou os fãs e afirmou estar respondendo bem ao tratamento. Ele aproveitou para reforçar a importância de cuidar do corpo em todas as fases da vida.
“Sempre fui ativo, dancei a vida inteira, mas mesmo assim a dor chegou. Por isso, fica o alerta: ouvir o corpo é fundamental, principalmente com o passar dos anos”, concluiu o coreógrafo.
A revelação de Carlinhos de Jesus joga luz sobre uma condição comum, mas pouco discutida. O alerta é claro: dor constante no quadril nunca deve ser ignorada. Buscar diagnóstico e tratamento precoces é essencial para preservar a qualidade de vida e a independência física ao longo da idade.














