Carla Zambelli será julgada mais uma vez pelo Supremo Tribunal Federal (STF), agora por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma. O julgamento virtual será retomado no dia 15 de agosto, e trata do episódio ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada sacou uma pistola e perseguiu o jornalista Luan Araújo em São Paulo.
O caso estava suspenso desde março após um pedido de vista do ministro Nunes Marques, que devolveu o processo nesta sexta-feira (1º). Até o momento, a Corte já formou maioria com seis votos favoráveis à condenação da parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. Os ministros também se manifestaram a favor da perda do mandato.
Relator do caso, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a reação armada diante de provocações não se sustenta no Estado Democrático de Direito. “Ao adentrar no estabelecimento comercial com a arma em punho apontada para Luan, determinando repetidas vezes que o mesmo deitasse no chão, a ré claramente forçou-o a fazer ato contrário a sua vontade, utilizando-se da arma de fogo para subjugá-lo, mediante grave ameaça”, declarou.
Também votaram pela condenação os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Zambelli já havia sido condenada anteriormente pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. Por esse motivo, teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes e foi detida na última terça-feira (29), em Roma, onde tentava escapar da decisão.
A Justiça italiana decidiu mantê-la presa. A deputada, que possui dupla cidadania, deixou o Brasil em maio com a intenção de solicitar asilo político. O governo brasileiro já formalizou o pedido de extradição, mas ainda não há prazo para a decisão final por parte das autoridades italianas.














