A capivara agredida na Ilha do Governador será levada para área protegida após recuperação, depois de passar mais de um mês em tratamento intensivo devido às lesões causadas por um ataque. O animal não poderá retornar ao local onde vivia anteriormente por conta do comprometimento da visão.
O atendimento foi realizado no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), localizado em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio. Durante o período de internação, a capivara recebeu cuidados especializados para tratar ferimentos e avaliar seu estado clínico.
De acordo com o veterinário responsável, a situação do animal apresentou complicações que impedem o retorno ao ambiente original. “Infelizmente, a gente não teve boas notícias. O oftalmologista fez uma avaliação desse olho e a gente descobriu que além da catarata que ela tinha, ela também tem uma lesão da retina no olho esquerdo. Então isso vai inviabilizar que esse animal retorne para o seu local de origem”, explicou Jeferson Pires.
Antes do ataque, a capivara vivia em uma área urbana da Ilha do Governador, circulando livremente e mantendo contato frequente com moradores. Com a perda parcial da visão, o risco de acidentes, como atropelamentos, se torna elevado, além da exposição a outros perigos.
A definição do novo local onde o animal será abrigado ainda está em andamento e será feita em conjunto com órgãos ambientais. A intenção é encontrar uma área protegida, com acesso restrito e livre de circulação de veículos. “A gente vai procurar um parque que tenha isolamento, trânsito de carro, ou uma região que seja muito isolada e que, justamente, impeça que esse animal, por um acaso, venha a ser atropelado”, afirmou o veterinário.
O caso ganhou repercussão após o ataque ocorrido na madrugada do dia 21 de março, quando a capivara foi agredida por um grupo de homens em via pública. Imagens registraram o momento em que o animal foi perseguido e atacado.
Os responsáveis foram identificados e levados à Justiça. Segundo a Polícia Civil, a prisão dos envolvidos foi mantida, assim como a internação provisória dos adolescentes que participaram do crime.
Além das medidas judiciais, os agressores também foram multados por órgãos ambientais. O caso foi enquadrado em legislação que prevê punições mais rígidas para crimes de maus-tratos contra animais.














