Cantor de funk encontrado morto em um cemitério clandestino na comunidade Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, foi identificado como Jonas Barros de Oliveira, de 25 anos, conhecido como “Gigante”. Ele estava iniciando a carreira artística na produtora Damassaclan.
Ao todo, quatro corpos foram localizados por guardas civis municipais em uma área de vegetação na segunda-feira (25). Três deles foram encontrados inicialmente em pontos onde havia terra mexida e caminhos marcados por mato pisado.
Segundo o boletim de ocorrência, os corpos estavam enrolados em cobertores. A Polícia Civil voltou ao local no dia seguinte e encontrou mais um corpo enterrado, já em estado avançado de decomposição.
Além de Jonas, os outros três corpos ainda não haviam sido oficialmente identificados. As autoridades investigam se parte das vítimas pode ter ligação com a mesma produtora de funk.
Uma das hipóteses apuradas é que um dos corpos seja de Francisco Rubens Souza Cruz, motorista da Damassaclan, e outro de Werlen Moitinho Vieira, gerente da produtora. Os dois estão desaparecidos desde a última semana.
Familiares, no entanto, ainda não confirmaram oficialmente a identificação de Werlen entre as vítimas. Segundo relatos, um dos corpos usava roupas que poderiam pertencer ao gerente.
Testemunhas contaram à polícia que Jonas desapareceu na tarde de sexta-feira (22). Outra testemunha relatou que Francisco teria sido chamado para conversar com um homem dentro de um carro preto no mesmo dia e, desde então, não foi mais visto.
Durante a busca por Francisco, uma testemunha também soube que Werlen, apontado como amigo próximo do motorista, havia desaparecido no dia anterior e não respondia mensagens no celular.
O caso foi registrado como homicídio no 95º Distrito Policial, em Heliópolis, e encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A investigação segue para identificar oficialmente os demais corpos, esclarecer as circunstâncias das mortes e apurar se os desaparecimentos têm relação entre si.













