A Câmara do Rio aprovou o Dia de Combate à LGBTfobia no Futebol, que passa a integrar o calendário oficial da cidade após votação realizada nesta quinta-feira (19). O texto agora segue para sanção do prefeito.
A proposta define o dia 13 de novembro como data de conscientização contra a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero nos ambientes ligados ao futebol, como estádios e arenas esportivas.
O projeto é de autoria da vereadora Monica Benicio, que destacou a importância de ampliar o debate sobre inclusão no esporte e enfrentar o preconceito ainda presente nesses espaços.
“Ainda hoje enfrentamos muitas barreiras no futebol. O Brasil é o país do futebol, mas ainda hoje há um preconceito de achar que as pessoas LGBT estão excluídas desse universo”, afirmou a parlamentar.
“Precisamos combater essa cultura. Não podemos aceitar que pessoas LGBTs sejam ofendidas nas arquibancadas e até mesmo dentro de campo. É preciso mobilizar e levar o tema para o gramado”, completou.
A escolha da data faz referência ao Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+, grupo criado em 2019 e conhecido por promover ações e articulações com clubes de futebol em todo o país para combater a violência e a discriminação.
Apesar da aprovação pela maioria dos vereadores, o projeto enfrentou resistência de parlamentares da ala mais conservadora da Casa, que votaram contra a proposta durante a sessão.
Agora, o texto será analisado pelo prefeito, que tem até 15 dias para decidir pela sanção ou veto da medida.
O debate sobre inclusão no esporte também avança em nível nacional. Na Câmara dos Deputados, tramita um projeto semelhante que propõe a criação do Dia Nacional de Combate à LGBTfobia no Futebol.
A proposta federal prevê, além da data comemorativa, medidas mais amplas, como mecanismos de punição para casos de discriminação e exigência de normas específicas de combate ao preconceito por parte de clubes de diferentes divisões.
Com a aprovação no Rio, a iniciativa ganha força e amplia a discussão sobre respeito e diversidade no futebol, um tema que ainda enfrenta desafios e que deve continuar em evidência nos próximos meses — dentro e fora dos estádios.














