Cadela morta a tiros por vizinho em SP em caso que gera indignação nas redes

cadela morta a tiros por vizinho em SP

O caso da cadela morta a tiros por vizinho em SP gerou forte indignação nas redes sociais após a divulgação de detalhes sobre o ocorrido na zona oeste da capital paulista. O episódio aconteceu na noite de sexta-feira (24) e envolve um policial militar aposentado.

A cadela, da raça Rottweiler e com cerca de um ano de idade, foi baleada na cabeça após sair da residência onde vivia com o tutor. Segundo relatos, o animal teria sido provocado momentos antes da situação.

De acordo com o tutor, o vizinho teria incentivado seus próprios cães a se aproximarem do portão da casa, o que teria feito a cadela reagir.
“Ele foi direto no meu portão, pra deixar o cachorro cheirar. Aí no momento eu falei ‘moço, não’, aí já era. Aí não dá tempo. Não dá tempo de eu pegar. Eu acho que ele já tava com a arma na mão”, relatou Felipe, em depoimento ao Metrópoles.

Ainda segundo testemunhas, o animal não chegou a atacar o homem ou os outros cães após sair do imóvel.
“Não tem mordedura, não tem nada que mostre aparentemente ali alguma agressão da parte dela”, afirmou a advogada animalista Giuliana di Schiavi.

A advogada também detalhou que os disparos foram feitos em sequência, mesmo após o primeiro tiro.
“O cara não deixou ele fazer a contenção e deu três tiros ali, à queima-roupa. Um pegou no chão, ela se afastou, mas mesmo assim ele ainda deu dois tiros na cabeça da cadela”, declarou.

Segundo a análise dela, havia alternativas para evitar o desfecho.
“Não havia necessidade nenhuma desse exagero. O dono saiu na mesma hora e conseguiria conter a cachorra”, completou.

Por outro lado, a versão apresentada pelas autoridades indica que o homem afirmou ter agido para se defender. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, ele relatou que o animal avançou contra ele e seus cães, o que teria motivado os disparos.

O caso foi registrado no 33º Distrito Policial, como disparo de arma de fogo e estado de necessidade, e segue sob investigação.

A repercussão nas redes sociais ampliou o debate sobre violência contra animais e o uso de força em situações desse tipo.

E enquanto as versões seguem sendo analisadas, o caso continua provocando revolta e levantando questionamentos sobre até onde vai o limite em situações como essa.

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