Cadeirante denuncia falta de acessibilidade na Feira dos Paraíbas, em São Cristóvão

Ricardo Lima Brehmmer
A chegada de cadeirantes ao Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, a conhecida Feira de São Cristóvão, pode ser um desafio devido à falta de acessibilidade em alguns pontos, como a estação de trem e a própria feira. Em episódios recentes, cadeirantes tiveram que ser carregados por agentes para superar obstáculos como a falta de acessibilidade e as calçadas altas. Isso demonstra que a infraestrutura ainda não está totalmente adaptada para garantir o acesso pleno de pessoas com deficiência.
Mas um deles, Ricardo Lima, de 74 anos, passou por maus-bocados no fim de semana quando tentou chegar a Feira de São Cristóvão e ficou impossibilitado por falta de rampas de acessibilidade nas calçadas do espaço.
“Está muito difícil ser cadeirante e sofrer com a falta de acessibilidade no Rio de Janeiro. Infelizmente as políticas públicas não são voltadas para deficientes. Não tem rampa de acesso, os motoristas não nos respeitam e já um preconceito com o cadeirante. Me senti desrespeitado e sei que, a partir de agora, ir à Feita de São Cristóvão é um lazer que não posso mais ter”, reclamou Ricardo que trabalha na loja Brehmmer, no Jacaré, bairro da Zona Norte do Rio.
E foi além: “A entrada para os deficientes e que entra carrinho de criança também foi fechada com uma barra de ferro que acaba nos obrigando a passar por uma cancela cheia de paralelepípedo e buracos. Por isso, temos que passar pelo constrangimento de ter que pedir ajuda aos pedestres para ajudar a gente a entrar na Feira de São Cristovão”, contou.
Até o fechamento dessa edição, não obtivemos retorno do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas para comentar as denúncias.
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