Agentes do programa BRT Seguro prenderam em flagrante um homem suspeito de praticar venda ilegal de passagens em uma estação do sistema no Rio de Janeiro. A ação busca coibir o comércio clandestino que prejudica a operação do transporte público.
A abordagem ocorreu durante patrulhamento de rotina das equipes da Secretaria de Ordem Pública. O suspeito utilizava cartões de transporte para liberar a catraca de passageiros mediante pagamento em dinheiro, ficando com a quantia para proveito próprio.
Flagrante contra o comércio clandestino nos corredores do BRT
Segundo os agentes responsáveis pela prisão, o suspeito foi flagrado no momento em que cobrava valores de usuários para liberar o acesso ao sistema. A prática consiste em usar cartões com benefícios tarifários ou passagens adquiridas de maneira irregular para lucrar diretamente nos pontos de embarque.
Com o homem, os guardas municipais e policiais do programa apreenderam cartões de bilhetagem e dinheiro em espécie, quantia obtida por meio das transações irregulares. O material e o suspeito foram encaminhados para a delegacia da Polícia Civil responsável pela circunscrição da área onde ocorreu o flagrante, onde a ocorrência foi registrada.
De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), a comercialização de passagens fora dos guichês e terminais de autoatendimento credenciados configura crime, além de alimentar esquemas paralelos que desviam recursos da manutenção da frota e das melhorias operacionais administradas pela MOBI-Rio.
Como denunciar a venda clandestina de passagens
O passageiro que presenciar a cobrança irregular de tarifa nas estações ou terminais pode colaborar diretamente com as forças de fiscalização sem precisar se identificar. A denúncia anônima ajuda no direcionamento das rondas periódicas.
- Disque Denúncia: Central telefônica (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana.
- Central 1746: Canal oficial da Prefeitura do Rio via telefone 1746 ou aplicativo de celular para reportar irregularidades nas estações.
- Equipes em campo: Passageiros podem avisar diretamente guardas municipais ou policiais do BRT Seguro que estejam em patrulhamento nas plataformas.
O que fazer para recarregar com segurança
A orientação oficial para quem utiliza o BRT diariamente é fugir de intermediários e nunca entregar dinheiro nas mãos de ambulantes ou terceiros nas roletas. O uso de cartões irregulares pode acarretar bloqueio do benefício e retenção do bilhete.
As recargas devem ser realizadas exclusivamente nas máquinas de autoatendimento instaladas no interior das estações, nas bilheterias oficiais ou pelos aplicativos autorizados pelo sistema Jaé e Riocard Mais. O pagamento por canais oficiais aceita cartão de débito, crédito, dinheiro nas máquinas com troco e transferências via PIX.
Quem compra passagem clandestina também corre o risco de ficar sem o saldo caso o cartão seja recolhido em fiscalização surpresa. Além disso, a prática estimula a presença de grupos irregulares que atuam coagindo usuários nas filas dos terminais.
Quem responde por isso e como fica a fiscalização
O patrulhamento contínuo dos corredores expressos Transoeste, Transcarioca, Transolímpica e Transbrasil é de responsabilidade do programa BRT Seguro, gerido em conjunto pela Secretaria Municipal de Ordem Pública e pela Guarda Municipal do Rio de Janeiro.
A investigação dos esquemas de venda ilegal e clonagem de bilhetes fica a cargo da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Os policiais buscam mapear se os suspeitos detidos atuam sozinhos ou se respondem a quadrilhas organizadas que alugam cartões clonados ou furtados.
A SEOP reforçou que as ações de fiscalização foram intensificadas nos principais pontos de conexão da cidade, incluindo terminais de grande porte como Alvorada, Jardim Oceânico e Deodoro. O policiamento ocorre em turnos alternados para coibir tanto o calote quanto a comercialização paralela de bilhetes.














