Briga com Oswaldo trava verba de acordo para salários em dia no Botafogo

A saída do Ato Trabalhista é o maior problema, mas está longe de ser o único que o Botafogo enfrenta na hora de encarar os erros do passado. Por conta de uma briga judicial com o técnico Oswaldo de Oliveira, o clube vê em risco o acordo com o poder público que garante os salários em dia.

 

Há apreensão porque Oswaldo conseguiu bloquear parte da venda de Paulo Victor para o Internacional, apesar da ação civil pública (ACP) que garante preferência para pagamentos de salários em relação a outras penhoras na Justiça. Esse acordo foi firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o sindicato da categoria e autorizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). Acontece que o mesmo tribunal também deu ganho de causa ao treinador em outro processo.

 

A guerra judicial empacou cerca de R$ 500 mil, que seguem na Justiça. Mas, por enquanto, o técnico está na frente na corrida. Isso porque o MPT teve negada liminar para tornar a autorização ilegal. O mandado de segurança ainda será julgado. Enquanto isso, o dinheiro segue parado.

 

Clube mantém posição, advogados rebatem

Meio milhão de reais podem não parecer tanto no universo de quase R$ 40 milhões anuais que o Botafogo gasta apenas com salários, só que não é bem assim. O grande receio é o precedente que Oswaldo pode abrir para outros credores que estão parados na fila por conta do acordo. Só o fato de o tribunal autorizar a briga já foi suficiente para aumentar e muito o ímpeto desse grupo.

 

O Botafogo defendeu o acordo que amenizou o impacto negativo da pandemia.

Mas quem tem dinheiro a receber e não bate mais ponto no clube pensa diferente. O outro lado defende que é impedido de conseguir quantias valiosas e pelos mesmos motivos dos funcionários: salários não pagos e outras verbas trabalhistas.

 

Para tentar driblar outra vez esses credores, clube, sindicato e MPT tentaram remodelar o acordo para incluir mais receitas do clube. Ao invés de 20% de algumas fontes, como vendas de jogadores, a penhora passaria para um mínimo de 40%. Só que a Justiça ainda não aceitou porque espera a definição de outro problema: a decisão sobre uma execução que beira os R$ 100 milhões por conta da exclusão do Ato Trabalhista.

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