Brasileiros capturados por Israel têm opção de deportação, mas parte se recusa

Oito ativistas decidiram resistir ao processo de deportação

Os brasileiros capturados por Israel durante a flotilha humanitária Global Sumud receberam a possibilidade de assinar um acordo para serem deportados ao Brasil. No entanto, oito dos 13 ativistas detidos decidiram não aceitar a proposta e podem enfrentar um processo judicial no país.

De acordo com o Itamaraty, diplomatas da Embaixada do Brasil em Tel Aviv visitaram os detidos nesta sexta-feira (3) no Centro Prisional de Ktzi’ot, a cerca de 100 quilômetros de Jerusalém. A visita durou mais de oito horas e constatou que todos estão em bom estado de saúde.

Entre os brasileiros está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou ter solicitado às autoridades israelenses que a parlamentar e os demais ativistas tenham seus direitos preservados.

Segundo fontes do governo brasileiro, cinco dos detidos já sinalizaram interesse em assinar o acordo de deportação. Os que recusarem podem permanecer presos até que a Justiça israelense conclua o trâmite do caso, sem prazo definido.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou a ação militar de Israel como uma violação de direitos e destacou que a operação colocou em risco manifestantes que atuavam de forma pacífica.

A flotilha Global Sumud, que significa “resiliência” em árabe, partiu de Barcelona no fim de agosto com 45 embarcações e mais de 500 ativistas internacionais. O objetivo era levar mantimentos à Faixa de Gaza e desafiar o bloqueio imposto por Israel. Entre os participantes estão nomes de destaque como a ativista sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila e o ator irlandês Liam Cunningham, além de 17 integrantes de uma delegação brasileira.

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