O braço armado da milícia de Zinho foi preso por policiais civis da 17ª DP (São Cristóvão) nesta quarta-feira (4), em Inhoaíba, Zona Oeste do Rio. Alexandre Souza da Silva, conhecido como Xandão, estava com um fuzil, colete à prova de balas, distintivo e outros itens de uso restrito no momento em que foi abordado.
Segundo as investigações coordenadas pela delegada Márcia Beck, Xandão era responsável pelas ações armadas da milícia de Zinho na região de Itaguaí, atuando como figura-chave do grupo criminoso. A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência que monitorava a movimentação do miliciano na região.
Além do armamento, chamou atenção o colete utilizado por Xandão, que exibia referência à série “Peaky Blinders”, usada como símbolo de ostentação por alguns criminosos. O suspeito foi autuado por porte ilegal de arma de uso restrito, organização criminosa armada e uso indevido de insígnias públicas.
Encaminhado ao sistema prisional, ele permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando a localização de outros integrantes da quadrilha, considerada uma das mais violentas do estado.
Quem é Zinho?
Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, é apontado como o chefe da maior milícia do estado do Rio de Janeiro. Foragido desde 2018, ele se entregou à Polícia Federal na véspera do Natal de 2023, após negociações intermediadas por autoridades estaduais e federais.
Zinho assumiu o comando da organização criminosa em 2021, após a morte do irmão Wellington da Silva Braga, o Ecko. Comandava operações em bairros como Santa Cruz, Paciência e Campo Grande, onde a milícia atuava com extorsões, controle de serviços e venda clandestina de imóveis.
Em outubro de 2023, após a morte de seu sobrinho Matheus Rezende, o Faustão, durante confronto com policiais civis, milicianos sob o comando de Zinho incendiaram 35 ônibus em protesto, o maior número já registrado em um único dia no Rio de Janeiro, segundo a Rio Ônibus.
A organização foi fundada por Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, morto em 2017. Após a morte dele, o grupo passou por uma escalada de poder sob Ecko e, depois, Zinho, que manteve o controle até sua entrega no fim de 2023.














