Botafogo tem apreensão de facas e retirada de 750 kg de entulho

Uma operação conjunta da Prefeitura recolheu cinco facas, tesouras, uma serra e 750 quilos de entulho em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A ação percorreu calçadas durante a madrugada para liberar o trânsito de pedestres.

Fiscalização retira armas brancas e lixo de calçadas em Botafogo

A força-tarefa atuou entre a noite de quarta-feira e as primeiras horas da madrugada de quinta-feira. O objetivo principal foi desobstruir as calçadas e fiscalizar pontos críticos do bairro onde pedestres vinham enfrentando dificuldades para caminhar.

Durante as vistorias pelas ruas da região, os agentes municipais localizaram materiais cortantes escondidos ou abandonados no chão. No total, foram apreendidas cinco facas, uma lâmina avulsa, uma serra de metal e duas tesouras. Além desses objetos perfurantes, as equipes recuperaram dois contêineres públicos pertencentes à Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que haviam sido furtados das vias públicas.

A limpeza urbana retirou cerca de 750 quilos de resíduos acumulados, móveis velhos quebrados e restos de materiais espalhados nas passagens. Todo o lixo e os objetos cortantes foram levados para descarte adequado pelos órgãos do município. A ação reuniu servidores da Subprefeitura da Zona Sul, da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Gerência Executiva Local (GEL).

Quais ruas de Botafogo foram percorridas na ação?

O roteiro das equipes da Prefeitura concentrou-se em vias movimentadas do bairro, que concentram grande fluxo de pedestres, paradas de ônibus e comércios locais. A fiscalização passou pelos seguintes pontos:

  • Rua Mena Barreto;
  • Rua Real Grandeza;
  • Rua General Polidoro;
  • Rua Henrique de Novaes;
  • Rua São João Batista.

Essas vias registram movimento constante de quem vai para o trabalho, segue em direção ao cemitério São João Batista ou acessa as conexões com Copacabana e Humaitá. A ocupação irregular do espaço e a sujeira vinham gerando reclamações recorrentes de moradores e comerciantes da região.

Como funcionou a abordagem social aos vulneráveis?

Além da limpeza e da retirada de materiais perigosos, o trabalho contou com a atuação de assistentes sociais da Prefeitura do Rio. Durante a passagem pelas vias, as equipes abordaram 15 pessoas que estavam em situação de vulnerabilidade e dormindo na rua.

Aos acolhidos, foi oferecido encaminhamento voluntário para abrigos e unidades da rede de assistência social do município. Nesses locais, a pessoa tem direito a banho, refeição, cama limpa e apoio para emissão de novos documentos de identificação. Como a legislação brasileira não permite o recolhimento compulsório de adultos, o aceite aos serviços dos abrigos públicos depende exclusivamente da vontade do cidadão.

O subprefeito da Zona Sul, Pedro Angelito, afirmou que a presença do poder público nessas vias continuará com frequência programada. O foco anunciado pelas autoridades é manter a calçada livre para o deslocamento seguro dos moradores, sem deixar de lado o suporte social para quem precisa de abrigo.

Como denunciar desordem ou pedir apoio social?

Quem vive no Rio e percebe calçadas tomadas por lixo acumulado, móveis descartados irregularmente ou materiais perigosos pode acionar a Central de Atendimento ao Cidadão da Prefeitura pelo telefone 1746. A ligação funciona 24 horas por dia e o serviço também está disponível pelo aplicativo 1746 no celular ou pelo portal oficial na internet.

O mesmo canal do 1746 serve para solicitar o envio de equipes de acolhimento social para pessoas em situação de rua desprotegidas no bairro. Já em casos de ameaça iminente, porte ilegal de armas ou flagrante de crime, o cidadão deve ligar imediatamente para o telefone 190 da Polícia Militar ou procurar a delegacia de polícia civil mais próxima.

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