Bomba em escola de Belford Roxo leva à prisão de suspeitos do Comando Vermelho

prisão de suspeitos do Comando Vermelho

Bomba em escola de Belford Roxo levou à prisão de três homens investigados por possível envolvimento com o artefato que explodiu dentro de uma unidade pública na Baixada Fluminense. A explosão deixou 10 estudantes feridos e passou a ser investigada pela Polícia Civil.

Segundo as investigações, os suspeitos seriam integrantes do Comando Vermelho e foram capturados durante uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis. A ação faz parte da Operação Contenção, criada para frear o avanço da facção criminosa na Baixada Fluminense.

Entre os presos está um homem identificado pela polícia como Cleyton. Ele é apontado como pessoa de confiança de José Severino da Silva Junior, conhecido como Soró, indicado pela corporação como liderança do tráfico na região.

A Polícia Civil ainda apura qual teria sido a participação direta dos suspeitos no caso. Os investigadores querem saber se eles tiveram ligação com a fabricação, o transporte ou a colocação do explosivo dentro da escola.

A explosão aconteceu no último dia 8, no Ciep Lasar Segall. Dez adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos, ficaram feridos após a detonação do artefato. As vítimas sofreram ferimentos nos pés, pernas, abdômen e rosto, além de relatos de perda temporária de audição e dores nos ouvidos.

De acordo com relatos reunidos pela investigação, o explosivo artesanal seria formado por um tubo de PVC preenchido com areia, pregos, porcas e parafusos.

“As informações que a gente tem é que uma criança encontrou a bomba caseira e jogou pro alto”, afirmou a prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta.

Após a explosão, equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais realizaram uma varredura completa no colégio em busca de outros possíveis explosivos. Segundo o subsecretário de Polícia Civil, Carlos Oliveira, nenhum novo artefato foi encontrado.

“Fizemos um rastreamento com cães, esquadrinhamos cada centímetro, e não tem nenhum outro artefato no local”, declarou Carlos Oliveira.

O material recolhido pelo Esquadrão Antibomba segue sendo analisado pela perícia técnica. O resultado deve ajudar a esclarecer a origem do explosivo e o caminho percorrido até a unidade escolar.

Durante o avanço das investigações, a Polícia Civil descartou a participação de estudantes na entrada do artefato na escola. Segundo a corporação, todos os adolescentes envolvidos foram ouvidos por equipes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima.

As diligências concluíram que nenhum aluno levou a bomba para dentro da unidade. Agora, a investigação segue concentrada na origem do explosivo e na possível ligação dos presos com o ataque.

O caso provocou forte preocupação entre famílias, alunos e profissionais da educação, principalmente pela gravidade da explosão dentro de uma escola pública e pelo número de adolescentes feridos.

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