A biblioteca de literatura negra na Praça Onze será o novo marco da valorização da cultura afro-carioca no Rio de Janeiro. A Prefeitura deve anunciar o projeto no próximo 20 de novembro, data em que se celebra o Dia da Consciência Negra e o Dia Nacional de Zumbi dos Palmares.
Assinado por um arquiteto africano premiado, o projeto propõe resgatar a importância histórica e cultural da região, reconhecida como berço das primeiras manifestações do samba, dos terreiros de religiões de matriz africana e de parte fundamental da identidade negra carioca.
A Praça Onze, que existiu por mais de 150 anos até o final da década de 1930, teve sua configuração original alterada pelas obras de modernização urbana, incluindo a abertura da Avenida Presidente Vargas, que reduziu drasticamente o espaço. Apesar disso, a área nunca perdeu seu peso simbólico: ainda hoje, o entorno abriga o Terreirão do Samba e o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, dois ícones da expressão popular do Rio.
A futura biblioteca deve funcionar como centro de referência para a literatura negra e afro-brasileira, abrigando acervos de autores nacionais e internacionais, além de promover debates, exposições e atividades educativas voltadas à memória e à ancestralidade africana.
De acordo com fontes da Prefeitura, o projeto faz parte de um conjunto de ações voltadas à valorização da cultura negra e da identidade periférica, e dialoga com o plano municipal de revitalização do Centro do Rio, que busca resgatar espaços históricos e reconectá-los à vida cultural da cidade.
A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a preservação da memória afro-brasileira e com a ampliação do acesso à cultura e à educação como instrumentos de transformação social.














