Bens apreendidos de Salvino Oliveira serão devolvidos por decisão da Justiça

Salvino Oliveira volta à Câmara

Os bens apreendidos de Salvino Oliveira durante uma operação da Polícia Civil serão devolvidos por decisão da Justiça do Rio. A determinação foi assinada pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, após o trancamento da investigação contra o vereador por ausência de justa causa.

Entre os itens que deverão ser restituídos estão celulares, notebooks, um pendrive, carregador de telefone e R$ 9 mil apreendidos na casa dos avós de Salvino. Segundo a defesa, o dinheiro correspondia a economias mantidas pelo casal e foi recolhido durante o cumprimento de mandado de busca na residência dos idosos.

Também serão devolvidos equipamentos apreendidos na casa do parlamentar e em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio. Na decisão, o magistrado afirmou que os objetos não apresentam relevância para a investigação e destacou que Salvino não é mais alvo da apuração.

Outro bem incluído na decisão é um Toyota Corolla Cross apreendido durante a operação. O veículo pertence à empresa Horizonte 16 Locadora de Veículos Ltda., que comprovou ser a proprietária do automóvel e apresentou contrato indicando que o carro estava alugado ao vereador. Por isso, a Justiça determinou a devolução à locadora.

Em março, Salvino foi alvo de uma operação da Polícia Civil conduzida pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro. Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar, incluindo residência, gabinete e imóveis de familiares.

O vereador chegou a ser preso na época por suspeita de ligação com o Comando Vermelho, mas foi solto dias depois. Posteriormente, a Justiça determinou o trancamento da investigação, por entender que não havia elementos suficientes para justificar a continuidade do procedimento criminal.

Salvino comentou a nova decisão e afirmou que a devolução dos bens reforça a falta de justa causa no caso.

“Primeiro a Justiça trancou a investigação por ausência de justa causa. Agora reconhece que os bens apreendidos não possuem qualquer relevância para o caso e determina a devolução. Entre eles estão até R$ 9 mil pertencentes aos meus avós, fruto de anos de economia de pessoas simples que jamais deveriam ter passado por esse constrangimento”, afirmou Salvino Oliveira.

O juiz também analisou pedidos de devolução apresentados por familiares do vereador e por outras pessoas que tiveram objetos apreendidos durante a operação. Esses requerimentos, no entanto, serão avaliados em processos separados.

A Justiça determinou que os interessados apresentem documentos que comprovem a propriedade dos bens antes de uma decisão definitiva sobre a restituição.

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