O bloqueio de chaves Pix utilizadas em golpes começou a ser implementado pelo Banco Central neste sábado (4). A medida faz parte de uma política de segurança anunciada durante a última reunião do Fórum Pix, realizada na quinta-feira (2), e visa reduzir fraudes envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos.
Segundo o Banco Central, as chaves identificadas como suspeitas são bloqueadas com base em dados compartilhados pelas instituições financeiras participantes. O objetivo é impedir que contas vinculadas a atividades criminosas continuem operando dentro do sistema. A iniciativa reforça o monitoramento e a rastreabilidade das transações via Pix, mecanismo que se tornou alvo de golpes frequentes desde sua popularização.
Em setembro, o BC já havia determinado o limite de R$ 15 mil para transferências via Pix e TED feitas para instituições de pagamento, após uma operação da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. A investigação envolveu fintechs e bancos digitais suspeitos de facilitar movimentações ilícitas.
Outra mudança anunciada recentemente é a obrigatoriedade de negar transações destinadas a contas com indícios de fraude. Essa medida entra em vigor em 13 de outubro. Além disso, o Banco Central determinou a criação do botão de contestação do Pix, que torna o processo de devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) totalmente digital e mais acessível ao usuário.
Nas próximas semanas, o BC também deve regulamentar o Pix parcelado, modalidade que permitirá ao usuário realizar pagamentos com crédito vinculado. Segundo a instituição, o detalhamento das regras operacionais e a padronização da experiência do usuário devem ser divulgados até o início de dezembro.
As medidas integram o pacote de aprimoramento da segurança digital do sistema financeiro, com foco na prevenção de golpes e na proteção dos consumidores que utilizam o Pix como principal forma de pagamento no país.














