Balão atinge torre da Light em Sulacap e quase causa apagão

balão atinge torre da Light

Um balão atinge torre da Light em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, e quase provoca um apagão em bairros como Taquara e Jacarepaguá. O incidente aconteceu na tarde de quinta-feira (5), próximo à Estrada do Catonho, e mobilizou as equipes da concessionária de energia elétrica. Apesar do susto, o artefato foi removido com segurança e não houve registro de incêndio.

Segundo a Light, a linha de transmissão atingida é responsável pelo fornecimento de energia para aproximadamente 165 mil clientes. Se o contato com o balão tivesse provocado faíscas ou curtos-circuitos, a interrupção poderia ter afetado diversos pontos da Zona Oeste da capital fluminense.

A concessionária também aproveitou o caso para alertar a população sobre os riscos de soltar balões, uma prática ilegal e extremamente perigosa. Conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais, fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios é crime e pode gerar até três anos de prisão.

Mesmo com a gravidade da situação, a Polícia Militar não foi acionada e, segundo a Polícia Civil, até o momento não há registro de boletim de ocorrência relacionado ao caso na delegacia responsável pela região.

De acordo com dados atualizados da Light, o número de ocorrências envolvendo balões em redes elétricas caiu pela metade em 2025. Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados dois casos, afetando 768 clientes, enquanto no mesmo período de 2024 houve quatro ocorrências, com quase 5 mil consumidores prejudicados.

A queda nos números, embora positiva, não elimina o perigo. O impacto de um balão sobre a fiação elétrica pode causar falta de energia, danos a transformadores, curtos-circuitos e até incêndios, especialmente em áreas de vegetação densa próximas à rede elétrica.

“A população precisa estar ciente de que balões não apenas ameaçam o meio ambiente e a segurança aérea, mas também colocam em risco vidas humanas e a infraestrutura da cidade”, disse em nota a equipe técnica da Light.

Casos como o de Sulacap são mais comuns nos meses de festas juninas e julinas, quando aumenta a prática clandestina de soltar balões. Muitas vezes feitos com papel e movidos a fogo, esses balões ganham altura e, levados pelos ventos, podem viajar quilômetros antes de cair de forma descontrolada.

Além da rede elétrica, os balões ameaçam áreas de mata, casas e até hospitais. Em anos anteriores, já foram registrados incêndios causados por quedas de balões sobre condomínios e até em áreas próximas a aeroportos, gerando situações de risco para a aviação.

A Light reforça que qualquer pessoa que presencie a soltura de balões pode e deve denunciar. As denúncias podem ser feitas diretamente à concessionária, por meio do site oficial, aplicativo ou central de atendimento. A empresa também incentiva que sejam feitos registros na Polícia Civil e na Secretaria de Meio Ambiente, para que os responsáveis sejam devidamente investigados e punidos.

A conscientização, segundo a empresa, é fundamental para reduzir os casos. Além disso, a Light informou que realiza campanhas educativas com foco em escolas e comunidades, explicando os riscos da prática e os danos que ela pode causar à sociedade como um todo.

O caso de Sulacap, felizmente, terminou sem prejuízos maiores. Mas a empresa alerta: a próxima ocorrência pode não ter o mesmo desfecho. Por isso, a orientação continua sendo clara — não solte balões e denuncie quem o fizer.

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