O autor do massacre racial em NY, Payton Gendron, quer que a Justiça anule as acusações federais contra ele, alegando que o júri que o indiciou não tinha representatividade suficiente de minorias. O caso foi discutido na última quinta-feira (15), durante audiência nos Estados Unidos.
O ataque, ocorrido em 2022, deixou 10 pessoas negras mortas e três feridas em um supermercado na cidade de Buffalo. Segundo as autoridades, o crime foi motivado por ódio racial. Payton viajou por horas até o local, armado e com proteção, escolhendo a região por ser um bairro de maioria negra. As vítimas tinham entre 32 e 86 anos.
Atualmente, ele cumpre 10 penas de prisão perpétua após se declarar culpado no tribunal estadual. No processo federal, responde por crimes de ódio e porte de arma de fogo, podendo ser condenado à pena de morte. Durante a audiência, o juiz classificou a alegação sobre a falta de diversidade no júri como “um pouco incongruente”, já que o crime teve motivação racial.
A defesa argumenta que a composição dos jurados viola o direito constitucional do réu de ser julgado por um grupo que reflita a diversidade da comunidade. Os advogados também tentam evitar a pena de morte, alegando que, na época do ataque, Payton tinha 18 anos e, segundo especialistas citados, o cérebro ainda estaria em desenvolvimento. O julgamento federal está previsto para ocorrer no próximo ano.














