Augusto Cury detalha plano de governo com semipresidencialismo e reforma do STF
O escritor Augusto Cury, candidato pelo Avante, apresentou seu plano de governo para a Presidência da República ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento de 200 páginas abrange 18 projetos estruturais em áreas como educação, saúde, empreendedorismo e meio ambiente.
Além das propostas setoriais, Cury sugere três grandes reformas institucionais para o país. Ele busca apresentar uma alternativa à polarização política, defendendo uma gestão focada na inteligência emocional e na construção de uma “cultura da paz”.
As propostas foram divulgadas nesta quinta-feira (13/8) e marcam a primeira incursão do escritor na vida pública. Segundo o plano, Cury pretende unir o “capitalismo com um coração social”, extraindo o melhor das ideologias de esquerda e direita.
Semipresidencialismo e reforma do STF no plano de Cury
Uma das principais propostas institucionais de Augusto Cury é a adoção do semipresidencialismo, um modelo de governo onde o presidente divide as responsabilidades com um primeiro-ministro. Essa mudança visa, segundo o plano, aprimorar a governabilidade e a eficiência administrativa.
Outra reforma significativa apresentada é a do Supremo Tribunal Federal (STF). Cury propõe a redução do número de ministros para nove, com mandatos fixos de oito anos. A indicação dos ministros, em sua visão, deixaria de ser prerrogativa exclusiva do presidente, passando a ser feita pelas próprias classes, como a magistratura, o Ministério Público e a OAB.
A terceira reforma institucional visa a “Nova Diplomacia Econômica”. O plano detalha a elevação do Ministério das Relações Exteriores a um novo patamar, com o ministro assumindo o título de “Secretário de Estado”, semelhante ao modelo adotado nos Estados Unidos, buscando fortalecer a atuação econômica do Brasil no exterior.
Propostas estruturais para educação, economia e segurança
Na área da educação, Cury defende uma escola de tempo integral com foco não apenas em conteúdo técnico, mas também em Gestão da Emoção, educação financeira e empreendedorismo. Há também propostas para políticas de acolhimento a alunos neurodivergentes, buscando um ambiente escolar mais inclusivo.
Para a economia, o plano de Cury visa combater o desemprego gerado pela inteligência artificial e robótica, com a formação de 10 milhões de novos microempreendedores. Ele também propõe a criação de uma linha de crédito acessível, com juros anuais entre 5% e 6%, para pequenos negócios, e a instalação de cinco zonas francas de exportação focadas em tecnologia em cidades como Fortaleza, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Em relação à segurança, a proposta é a integração das polícias por meio do uso de Inteligência Artificial, visando otimizar o trabalho e a resposta a ocorrências. Para a proteção da mulher, o plano prevê o uso de tecnologia, como botões de pânico e drones, para proteção em tempo real, além de incentivo à autonomia econômica feminina.
Saúde e declaração de bens do candidato
O plano de Augusto Cury também aborda a saúde, com a proposta de desafogar o Sistema Único de Saúde (SUS) através da telemedicina. A meta estabelecida é de atendimento em até 30 minutos para casos básicos, buscando agilizar o acesso aos serviços de saúde.
No registro de candidatura, Augusto Cury declarou um patrimônio de R$ 242 milhões, incluindo fazendas, apartamentos e saldos em contas bancárias. Esta é a primeira vez que o escritor, considerado o mais lido do mundo e premiado pela Academia Chinesa de Literatura, concorre a um cargo público.














