O taxista Eduardo Henry Nogueira Gripp, acusado de homicídio qualificado, foi ouvido em audiência de instrução nesta segunda-feira (29), na 1ª Vara Criminal da Capital. Ele é acusado de atropelar e matar Alan Rodrigues Sales, de 22 anos, em maio de 2025, no bairro de Vila Isabel, Zona Norte do Rio. O motorista fugiu do local sem prestar socorro.
Testemunhas relataram que Alan, que trabalhava como entregador, teria sido perseguido após uma discussão de trânsito. Ele acabou atingido na Rua Teodoro da Silva e morreu no local antes da chegada do Corpo de Bombeiros.
Em depoimento à Polícia Civil, Gripp afirmou que o acidente ocorreu após Alan atingir o retrovisor de seu táxi. O taxista disse que tentou resolver o problema e seguiu o jovem pela via, mas alegou que não conseguiu frear a tempo. Segundo ele, ao perceber que a moto havia caído, ficou nervoso e temeu ser agredido, optando por deixar o local.
No entanto, imagens registradas dentro do táxi contradizem a versão do acusado. O vídeo mostra Alan sinalizando que iria encostar a moto à direita, momento em que o táxi acelera e o atinge. O impacto fez com que o motoboy caísse e se chocasse contra um poste, morrendo na hora.
A morte de Alan gerou comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão. No dia 16 de junho, motoboys realizaram uma homenagem no local do acidente, pintando um mural com o rosto do jovem. Eu quero que a justiça seja feita. Eu sei que não vai trazer meu filho de volta, mas ele [taxista] tem que pagar pelo que fez. Ele podia ter parado, podia ter ido para uma delegacia, mas não fez isso, disse a mãe, Ana Carla Rodrigues, em depoimento ao jornal O Dia.














