O número crescente de ataques a pessoas em situação de rua tem preocupado a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CDDDHC) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O alerta veio após um ataque a tiros ocorrido na semana passada na Zona Norte, que deixou duas pessoas mortas e uma ferida.
Durante sessão recente, a Alerj repudiou os casos de violência e cobrou providências das autoridades públicas. A presidente da Comissão, deputada Dani Monteiro (PSOL), destacou que a situação escancara a omissão do poder público diante da crise social. “Hoje são cerca de 22 mil pessoas vivendo nas ruas da capital, enquanto os abrigos públicos oferecem pouco mais de 3 mil vagas. Essa conta não fecha. É urgente garantir políticas de proteção e dignidade, não o aprofundamento da violência”, afirmou.
Segundo dados da própria Comissão, o número de pessoas em situação de rua no Rio vem crescendo de forma acelerada desde a pandemia, impulsionado pelo desemprego e pela falta de moradia acessível. Além da vulnerabilidade social, essas pessoas enfrentam riscos diários de agressões e exclusão.
A Alerj defende a criação de políticas integradas entre governo estadual e prefeituras, com ampliação da rede de acolhimento, investimentos em moradia popular e ações de inclusão social. O objetivo é romper o ciclo de violência e oferecer oportunidades reais de recomeço para quem vive nas ruas.
O tema deve voltar à pauta nas próximas semanas, quando a Comissão de Direitos Humanos planeja realizar uma audiência pública para discutir medidas de prevenção e responsabilização dos agressores.














