Morreu no Hospital Geral de Nova Iguaçu o ex-policial militar Wellington do Nascimento Mello, de 40 anos, vítima do ataque a tiros ocorrido em uma oficina de motos no bairro Olinda, em Nilópolis. Com o falecimento confirmado no último domingo, sobe para três o número de mortos na ação criminosa ocorrida na Avenida Roberto Silveira.
Ataque armado em oficina de Nilópolis deixa rastro de mortes e feridos
O crime aconteceu no dia 27 de agosto, quando homens armados invadiram a oficina Rafa Motos e dispararam contra quem estava no local. Wellington foi socorrido em estado gravíssimo com diversas perfurações de tiro. Ele passou por cirurgia de emergência e permaneceu internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI), mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Segundo os registros da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu, a equipe médica tentou manobras de reanimação, mas o ex-militar acabou falecendo. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) do município para os procedimentos de praxe. Wellington havia sido expulso da Polícia Militar em novembro de 2022 a bem da disciplina, após ser preso em uma operação contra a milícia que atua na Baixada Fluminense.
Além de Wellington, o ataque tirou a vida do sargento da Marinha Yuri Cardoso Dias Barreto, de 38 anos, que morreu na hora enquanto aguardava o conserto de seu veículo no estabelecimento. A terceira vítima fatal foi Antônio José Torres Guimarães, que chegou a ser levado ao Hospital Municipalized Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, mas deu entrada sem vida devido aos múltiplos disparos sofridos.
Quem são os feridos e o estado de saúde
O ataque na oficina também deixou outras duas pessoas feridas. Bruna Kelly Barbosa de Lima, de 23 anos, foi atingida por um disparo na coxa direita e levada para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, recebendo alta médica após atendimento e devendo manter acompanhamento ambulatorial.
Já o proprietário do estabelecimento, Raphael Andrade Souza, de 35 anos, sofreu ferimentos e deu entrada no Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, localizado no centro de Nilópolis. O comerciante recebeu atendimento de emergência e teve alta no dia seguinte ao ataque. A rotina de comércio na Avenida Roberto Silveira, onde ocorreu a fuzilaria, segue com clima de insegurança entre moradores e comerciantes locais.
Como denunciar e ajudar nas investigações
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) é a unidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro responsável por apurar quem foram os executores e a motivação do crime na oficina de Nilópolis. A polícia busca imagens de câmeras de segurança e informações de testemunhas que possam ajudar a identificar os veículos e suspeitos envolvidos na fuga.
A população de Nilópolis e de municípios vizinhos pode enviar informações de forma totalmente anônima e segura. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia. Também é possível colaborar diretamente com a DHBF pelo Whatsapp do paradeiro ou comparecendo à sede da especializada, situada na Avenida Brasil, em Novo Botafogo, Nova Iguaçu.
Como fica a segurança e a rotina da região
O bairro Olinda é uma importante área residencial e comercial de Nilópolis, com grande fluxo diário de pedestres e motoristas que passam pela Avenida Roberto Silveira para acessar o centro do município e cidades vizinhas como Mesquita e Nova Iguaçu. A violência assustou quem frequenta os comércios da região.
O policiamento na área foi reforçado por equipes do 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), responsável pelo patrulhamento ostensivo em Nilópolis. Moradores e trabalhadores locais devem ficar atentos ao transitarem pela região, e a recomendação das autoridades e órgãos de segurança é reportar qualquer movimentação suspeita imediatamente ao 190 da Polícia Militar ou aos canais de denúncia.















