Ataque de pássaro ‘irritado’ faz ciclista chilena desmaiar após queda

Marcela Montalva Iriarte

Um ataque de pássaro deixou uma ciclista chilena gravemente ferida na Austrália. O caso aconteceu no dia 15 de outubro, na cidade de Ravenswood, quando Marcela Montalva Iriarte, de 30 anos, foi surpreendida por uma magpie — espécie conhecida como pega-australiana — enquanto andava de bicicleta. O ataque repentino fez com que ela perdesse o controle do veículo, caísse e batesse o rosto com força no asfalto.

A queda provocou múltiplas fraturas no rosto e no pescoço, deixando a jovem inconsciente. Marcela relatou que só percebeu a sombra da ave momentos antes da investida. “Fui repentinamente atacada por uma magpie, perdi o controle da bicicleta e caí com força no chão, batendo o lado esquerdo do rosto. A última coisa que me lembro é do som do pássaro gritando. Então tudo ficou escuro”, contou à emissora australiana 7News.

A ciclista foi encontrada desmaiada por um minerador que passava pelo local e levada a uma unidade médica. No hospital, os exames apontaram fraturas na maçã do rosto, órbita ocular, maxila e arco zigomático, além de uma lesão rara no osso hioide, localizado no pescoço. “É uma fratura perigosa, mas tive sorte de estar viva”, relatou Marcela.

Para custear o tratamento e uma cirurgia reconstrutiva no rosto, ela abriu uma campanha de arrecadação online no site GoFundMe. A história rapidamente ganhou repercussão entre moradores locais e grupos de ciclistas, que vêm compartilhando alertas sobre o comportamento agressivo das magpies nesta época do ano.

Entenda o comportamento das aves

Na primavera australiana, as magpies tornam-se altamente territorialistas para proteger seus ninhos. Cerca de 10% dessas aves atacam pessoas e animais que se aproximam demais, mergulhando em direção à cabeça das vítimas. Pesquisas mostram que elas conseguem reconhecer rostos humanos e, em alguns casos, atacam as mesmas pessoas mesmo após meses.

Apesar de raros, ataques graves como o sofrido por Marcela já foram registrados anteriormente. Autoridades locais reforçam as orientações para ciclistas e pedestres evitarem rotas com ninhos ativos durante o período de reprodução das aves, que costuma durar até o fim de novembro.

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