O assassinos monitoraram PM morto em BMW blindada na Barra da Tijuca, aponta denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O caso envolve o empresário e policial militar reformado Marcos Antônio Cortinas Lopes, de 58 anos, executado em fevereiro deste ano após sair de um condomínio no mesmo bairro.
Segundo a denúncia apresentada em 4 de junho, os criminosos acompanharam os passos da vítima e, minutos depois, provocaram uma colisão proposital com a traseira de sua BMW X6 blindada, na Avenida das Américas. O impacto obrigou o PM a descer do carro, momento em que foi atingido por disparos feitos por Caio Felipe Ferreira da Cruz, apontado como o autor dos tiros.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), o ataque contou com a participação de outros três integrantes da quadrilha. Um deles avisou, por celular, a movimentação da vítima ao deixar o condomínio. Após a colisão, os dois homens do Cobalt clonado — usado no crime — fugiram em motocicletas pilotadas por comparsas que davam cobertura à ação.
Caio, ligado ao grupo criminoso Bonde dos Crias, associado ao Comando Vermelho, foi preso em junho na favela do Catiri, na Zona Oeste. Ele também é investigado por outros assassinatos, como o do policial penal Henry dos Santos Oliveira, ocorrido em dezembro de 2024. A polícia apura se a morte de Marcos Antônio foi um crime encomendado, ainda sem mandante identificado.
O PM reformado tinha passagens anteriores pela Justiça. Em 2020, chegou a ser condenado por receptação de equipamentos de telecomunicações desviados, mas em 2024 obteve habeas corpus que lhe garantiu progressão para o regime aberto. Em nota, sua defesa negou envolvimento com milícias.
Apesar do histórico, em 2002, quando atuava no 14º BPM (Bangu), Marcos Antônio havia recebido moção de aplausos na Assembleia Legislativa (Alerj) por participação em uma apreensão de armas em Bangu.














