O assassinato de policial civil em Niterói ganhou novos desdobramentos após uma operação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) prender mais um suspeito de participação no crime. O homem, apontado como motorista que conduziu o carro dos atiradores, foi capturado nesta quinta-feira em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O inspetor Carlos José Queiroz Vianna, de 59 anos, foi morto no início de outubro na porta de sua casa, no bairro de Piratininga.
Segundo os investigadores, o alvo da operação já tinha antecedentes por porte ilegal de arma de fogo e seria um dos responsáveis por dar suporte logístico ao grupo criminoso. Contra ele havia mandados de prisão e de busca e apreensão. De acordo com a DHNSG, o suspeito dirigia o veículo usado no ataque e acompanhava os atiradores no momento em que Vianna foi alvejado com mais de dez disparos.
No dia do homicídio, três acusados já haviam sido detidos em flagrante, após tentarem fugir em um Jeep Compass onde foram apreendidas três armas: duas pistolas — uma calibre 40 e outra Glock calibre 9 milímetros — e um terceiro armamento. Todas serão submetidas a confronto balístico com os projéteis retirados do corpo da vítima para confirmar seu uso no crime.
As investigações também indicam que o homem preso nesta quinta-feira participou da clonagem do carro utilizado no homicídio. O veículo foi encontrado queimado posteriormente em Duque de Caxias, numa tentativa de eliminar vestígios. A DHNSG apurou ainda que a rotina do inspetor vinha sendo monitorada desde, pelo menos, o início de setembro, um mês antes do atentado.
Imagens do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Niterói foram fundamentais para a identificação do carro usado pelo bando. O sistema de cercamento eletrônico, acionado pelo Gabinete de Gestão Integrada do município, rastreou o Ônix branco desde o deslocamento pelas vias de Niterói até a Ponte Rio-Niterói, permitindo acionar equipes da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal. As câmeras flagraram o trajeto do veículo e contribuíram para o avanço da apuração.
O Cisp conta hoje com mais de 600 dispositivos de monitoramento, incluindo câmeras e portais capazes de identificar placas, fragmentos e movimentações suspeitas em tempo real. Desde 2015, esse sistema auxiliou na recuperação de mais de 650 veículos roubados, clonados ou envolvidos em crimes, além de colaborar na elucidação de casos como o do assassinato do inspetor.
Vianna era lotado na 29ª DP (Madureira) e, na manhã de 6 de outubro, teria saído de casa para jogar o lixo fora por volta de 6h30. Nesse momento, os criminosos se aproximaram em um Ônix branco e efetuaram os disparos. O ataque aconteceu em frente à residência do agente.
A investigação revelou ainda que duas das pistolas apreendidas na ação que prendeu os primeiros suspeitos foram utilizadas em outros dois homicídios cometidos em junho deste ano na cidade do Rio: o assassinato de um comerciante dono de uma tabacaria no Recreio dos Bandeirantes e o homicídio do proprietário de um bar em Vila Isabel.














