Um assalto na casa de MC Poze do Rodo terminou com prejuízo de R$ 2 milhões, segundo relato do próprio cantor à polícia após a invasão de sua residência na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com o artista, criminosos armados invadiram o imóvel localizado em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes durante a madrugada desta terça-feira (31). Ele afirmou que foi mantido refém e sofreu agressões durante a ação.
Segundo o depoimento registrado na 42ª DP (Recreio), o crime aconteceu por volta das 2h30 e durou cerca de 40 minutos. No momento da invasão, o cantor estava assistindo televisão com amigos dentro da casa.
Ainda conforme o relato, cerca de quatro homens encapuzados, armados com fuzis e pistolas, entraram na residência pela área de mata próxima ao condomínio. Outros criminosos teriam participado da ação revirando o imóvel.
Durante o assalto, Poze afirmou que foi amarrado e agredido com socos e chutes enquanto permanecia sob domínio dos invasores. As pessoas que estavam na casa também foram rendidas.
O cantor contou ainda que os criminosos afirmavam agir a mando de líderes do tráfico de drogas, embora essa informação ainda dependa de confirmação pelas investigações.
Entre os itens levados estão R$ 15 mil em dinheiro, celulares, roupas, perfumes, relógios e diversas joias. O prejuízo total foi estimado em cerca de R$ 2 milhões.
Informações apuradas indicam que parte das joias roubadas fazia parte de um conjunto de cordões que haviam sido apreendidos pela Polícia Civil em 2024 e devolvidos posteriormente por decisão judicial.
A Polícia Militar informou que equipes do 31º BPM foram acionadas para a ocorrência. No local, os agentes encontraram as vítimas e colheram os primeiros relatos sobre a ação criminosa.
A Polícia Civil registrou o caso como roubo a residência e realizou perícia no imóvel. Os investigadores também buscam imagens de câmeras de segurança que possam ajudar na identificação dos envolvidos.
As diligências seguem em andamento, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do crime e localizar os suspeitos.
O episódio levanta preocupação sobre a segurança em áreas consideradas de alto padrão e evidencia a atuação organizada de grupos criminosos.
E o caso pode revelar detalhes ainda mais amplos sobre a forma como essas ações são planejadas e executadas dentro da cidade.














