O asilo clandestino em Realengo foi fechado nesta quinta-feira (26) após uma força-tarefa identificar irregularidades graves no funcionamento do local. Dois idosos foram resgatados vivendo em condições consideradas insalubres na instituição, que operava sem autorização legal na Zona Oeste do Rio.
A ação ocorreu após denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A operação foi coordenada pela Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, com apoio do Ivisa-Rio, da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, além de equipes da Assistência Social e da Saúde.
De acordo com os agentes, o imóvel não possuía alvará de funcionamento, prontuários médicos ou contratos formais de prestação de serviço. Também não havia documentos dos moradores no local.
A estrutura foi classificada como precária, com pouca ventilação e iluminação. A cobertura apresentava telhas de amianto, material que exige cuidados específicos devido a riscos à saúde.
Na cozinha, os fiscais encontraram alimentos armazenados de forma irregular. Havia sobras de feijão e linguiça na geladeira sem identificação de data de preparo ou validade. Além disso, foi constatada a ausência de alimentos básicos e proteínas adequadas para os moradores.
Outro ponto que chamou atenção foi a administração de medicamentos por pessoas sem comprovação de qualificação técnica. Uma das idosas apresentava hérnia umbilical visível, enquanto um dos idosos possuía diagnóstico de Alzheimer.
Os responsáveis pelo imóvel poderão responder por irregularidades com base no Estatuto do Idoso, que prevê punições para casos de abandono, negligência e maus-tratos.
O caso reforça a importância da fiscalização e da denúncia em situações que envolvem pessoas em condição de vulnerabilidade — e novas apurações devem indicar quais medidas legais serão adotadas nos próximos dias.














