A 16ª edição da feira de arte contemporânea ArtRio terminou neste domingo (20/09) na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio de Janeiro, com um público de 50 mil pessoas e impacto financeiro estimado em R$ 67,7 milhões para a economia da cidade.
O evento reuniu mais de 80 galerias, expositores e instituições do Brasil e do exterior ao longo da semana. O fluxo de visitantes movimentou o setor de serviços, a rede hoteleira, restaurantes e o transporte do município, consolidando o período no calendário oficial carioca.
ArtRio 2026 consolida o Rio no mercado internacional de arte
A feira serviu como ponto de encontro para grandes colecionadores, curadores, representantes de museus e novos compradores. O evento reforçou o papel da capital fluminense como um dos principais polos do mercado das artes visuais na América Latina, atraindo investidores e turistas de alto poder aquisitivo.
A realização do evento esteve a cargo da empresa Dream Factory. Segundo a organização, a infraestrutura montada na Marina da Glória envolveu diretamente 170 empresas prestadoras de serviço, gerando empregos temporários e movimentando a cadeia produtiva de eventos da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana.
O que muda na rotina de quem passa pela Marina da Glória?
Com o encerramento da programação neste domingo, a região do Parque do Flamengo e os acessos à Marina da Glória voltam à rotina normal de trânsito. As estruturas temporárias montadas para abrigar os estandes começam a ser desmontadas no início desta semana, sem previsão de interdições nas pistas da Avenida Infante Dom Henrique.
As linhas de ônibus que atendem o Aterro do Flamengo e a estação de metrô da Glória continuam operando no horário regular. Quem costuma frequentar o parque para lazer ou atividades físicas pode voltar a utilizar todas as áreas do entorno sem restrições de público ou controle de acesso.
Quem passou pelo evento e quais foram os destaques?
Entre os visitantes ilustres, a feira recebeu a princesa Al-Mayassa bint Hamad al-Thani, diretora da Autoridade Museológica do Catar e uma das principais compradoras de arte do mundo. Ela percorreu os estandes acompanhada pelo prefeito em exercício Eduardo Cavaliere e pelo secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha.
A feira também recebeu participantes do programa Art Immersion Trip, organizado pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea. A comitiva incluiu representantes de instituições internacionais como o Museu Reina Sofía, da Espanha, Turner Contemporary, do Reino Unido, e o Tate Museum, além de profissionais do Museu de Arte de São Paulo e do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Como funciona a Semana de Arte e Cultura do Rio?
A edição deste ano marcou a consolidação da Semana de Arte e Cultura do Rio de Janeiro, iniciativa apresentada pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pela Secretaria Municipal de Cultura. Ao todo, cerca de 450 eventos culturais espalhados por diferentes regiões da cidade integraram a programação paralela.
O projeto nasceu para aproveitar a movimentação de turistas e profissionais de arte que já visitavam a capital fluminense por causa da feira. A intenção do município é expandir as atrações gratuitas para praças, lonas culturais e teatros públicos nos próximos anos, descentralizando o acesso às artes visuais para além da Zona Sul.
O que já se sabe sobre premiações e acervos?
Durante a feira, a ArtRio participou da seleção do prêmio internacional EFG Latin America Award, promovido em parceria com a revista ArtNexus. O curador Rodrigo Moura selecionou a obra intitulada ‘Nildo’, do artista Zé Tepedino, representado pela Galeria Triângulo, para concorrer na etapa final.
A peça disputará com obras escolhidas em outras feiras importantes da América Latina, como a SP-Arte e a ARTBO. O trabalho vencedor passará a integrar a coleção institucional do banco EFG após apresentação na feira Pinta Miami, nos Estados Unidos.















