Arrecadação de ICMS no Rio lidera crescimento no Sul e Sudeste

ICMS

A arrecadação de ICMS no Rio lidera crescimento no Sul e Sudeste após o estado encerrar 2025 com alta nominal de 9,5% na principal fonte de receita própria. Segundo dados divulgados, o total recolhido com ICMS e o Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECP) chegou a R$ 60,7 bilhões.

O desempenho representa o segundo ano consecutivo de crescimento na arrecadação estadual. O resultado ficou acima da média nacional, que registrou variação de 6,8%, além de superar as médias regionais do Sul (5,0%) e do Sudeste (7,2%), de acordo com informações da Secretaria do Tesouro Nacional.

De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda, dois fatores foram determinantes para o avanço. Um deles foi o ajuste da alíquota modal do ICMS, que passou de 18% para 20% em maio de 2024. Embora a alteração tenha ocorrido no ano anterior, seus efeitos se estenderam ao longo dos primeiros meses de 2025.

Outro ponto destacado foi o desempenho da atividade econômica no primeiro semestre de 2025, período em que setores estratégicos da economia fluminense apresentaram expansão, ampliando o volume de operações tributadas.

O ICMS segue como a principal fonte de receita própria do Estado do Rio de Janeiro, financiando áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e programas sociais.

O crescimento ocorre em um cenário de reorganização fiscal, após anos de dificuldades financeiras que levaram o estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal. Apesar do aumento da receita, parte significativa dos recursos permanece comprometida com despesas obrigatórias e pagamento de dívidas.

Especialistas apontam que a manutenção desse ritmo dependerá do cenário econômico nacional, da estabilidade das regras tributárias e do desempenho dos setores produtivos ao longo de 2026.

Com números acima da média nacional, a arrecadação de ICMS no Rio reforça o peso do estado na economia brasileira e reacende o debate sobre os impactos do crescimento da receita nas políticas públicas e no equilíbrio das contas estaduais.

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