O Celular Seguro do Rio mal saiu do forno e já tá dando dor de cabeça — e não é só para os ladrões de celular. Lançado pelo Governo do Rio para combater roubos, o aplicativo estadual foi criticado por ter funções limitadas e até irritou o Ministério da Justiça, que viu no projeto uma versão “meia sola” do programa federal criado em 2023.
A bronca começou pelo nome: idêntico ao do sistema nacional, o aplicativo fluminense gerou confusão e expectativa de que ofereceria as mesmas ferramentas. Só que, na prática… não é bem assim.
Diferente do aplicativo federal, que bloqueia aplicativos bancários, inutiliza chips e até rastreia aparelhos em todo o país, o Celular Seguro do RJ apenas permite consultar o IMEI com base em boletins de ocorrência feitos no estado.
Nem bloqueio automático de chip, nem recado para o novo dono do aparelho, nada. Resultado? Celulares furtados em outros estados seguem funcionando no Rio como se nada tivesse acontecido.
O Ministério da Justiça não gostou nada da iniciativa, e fontes afirmam que a confusão com o nome foi a gota d’água. “Cria mais barulho que solução”, comentou um técnico federal.
Especialistas também detonaram a iniciativa: “Sem integração nacional, sem bloqueio automático, é um app de consulta e só. Não resolve o problema da circulação de aparelhos roubados”, disse um analista em segurança digital.
No fim, o recado é claro: no Rio, o celular pode até estar seguro… mas só no nome do aplicativo.















