PERDEU MANÉ: Após Megaoperação, desaprovação ao governo Lula no Rio sobe a 64%, diz Quaest

Lula no Acre

A desaprovação ao governo Lula no Rio atingiu 64% após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes e se tornou a mais letal da história do país. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada neste sábado (2), a aprovação do presidente caiu para 34%, frente aos 37% registrados em agosto.

Embora a variação esteja dentro da margem de erro, o levantamento aponta um desgaste crescente da imagem do governo federal entre os fluminenses, impulsionado pela crise na segurança pública e pela percepção de ausência da União nas ações contra o crime organizado. A sondagem foi realizada entre 30 e 31 de outubro, com 1.500 entrevistados em 40 municípios do estado e margem de confiança de 95%.

O estudo revela que 53% dos participantes acreditam que o governo federal “não tem ajudado” os estados no combate à violência. Outros 24% veem “pouca ajuda”, enquanto 14% consideram que há “colaboração efetiva”. Apenas 9% não souberam responder. O resultado reforça críticas do governador Cláudio Castro (PL), que acusa o Planalto de omissão e de negar apoio logístico, como o uso de blindados da Marinha durante a operação.

Quando o foco é a segurança pública, a avaliação negativa de Lula cresce ainda mais: 60% classificam a atuação federal como ruim ou péssima, 22% como regular e apenas 18% como boa ou ótima.

Enquanto o governo federal enfrenta críticas, o governador Cláudio Castro colhe ganhos políticos. Após a operação, sua aprovação subiu dez pontos, de 43% para 53%. Para analistas, a ofensiva policial serviu de vitrine ao governador, que vem consolidando o discurso de enfrentamento direto às facções criminosas.

O cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, destacou que o episódio teve reflexo imediato na opinião pública. “Há uma postura positiva do governador, na visão das pessoas, de enfrentar o problema, tanto que Cláudio Castro passa a ser aprovado em quase todos os segmentos da sociedade”, avaliou.

Nos bastidores, o PL interpreta a alta de Castro como demonstração de força para 2026, quando o governador deve disputar o Senado. A legenda aposta que o tema da segurança continuará sendo o principal divisor entre os discursos da direita e da esquerda no Rio.

Em resposta ao desgaste, o governo federal enviou à Câmara o Projeto Antifacção, que prevê penas mais duras para crimes ligados a organizações criminosas. A medida tenta reposicionar o Planalto no debate sobre segurança e conter o avanço de lideranças estaduais conservadoras.

Durante visita ao Rio, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, buscou reduzir as tensões e afirmou que Castro “não pretende solicitar uma nova GLO”. Mesmo assim, 59% dos entrevistados disseram apoiar uma nova Garantia da Lei e da Ordem, como a realizada em 2018; 38% são contrários e 3% não opinaram.

Os resultados reforçam o desafio político do governo federal em um dos maiores colégios eleitorais do país. O sentimento predominante é de desconfiança quanto à capacidade da União em conter a escalada da violência. “A população reconhece que o Estado não está preparado, enquanto os criminosos são profissionais, organizados e têm estrutura. Isso mostra que a confiança no governo federal para reverter o cenário é baixa”, afirmou Nunes.

Com o aumento da desaprovação e a cobrança por resultados práticos, o governo Lula tenta acelerar o pacote de segurança no Congresso e ampliar o diálogo com os governadores. Ainda assim, a percepção de distanciamento entre Brasília e a realidade das comunidades do Rio permanece elevada.

PAPO RETO O POVO TA DE SACO CHEIO DA DUPLA LULA E BOLSONARO!

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