O coreógrafo e jurado do “Dança dos Famosos”, Carlinhos de Jesus, emocionou o público ao voltar a andar no palco do “Domingão com Huck”, da TV Globo, neste domingo (9). Após cinco meses em cadeira de rodas por conta de uma doença autoimune que o impedia de se locomover, o artista se levantou diante da plateia e foi recebido sob aplausos e muita emoção.
Carlinhos foi diagnosticado com uma condição que inflama e danifica a bainha de mielina — camada que protege os nervos responsáveis por transmitir os comandos do cérebro aos músculos. A doença também provocou inflamações nos quadris e tendinite nos glúteos, obrigando o coreógrafo a interromper temporariamente sua rotina de dança e apresentações.
Durante o programa, o artista fez questão de agradecer o apoio que recebeu e ressaltou o papel fundamental da fisioterapia em sua recuperação. “Qualquer um pode, desde que tenha foco, se dedique e procure dentro de sua rotina uma maneira de seguir o tratamento. Fisioterapia é tudo na vida da gente. A medicina foi importante com os medicamentos, a fé também. Quero agradecer as milhões de mensagens que recebi de solidariedade, mas a fisioterapia foi fundamental para que eu pudesse me manter de pé”, declarou.
Em um vídeo exibido nas redes sociais do programa, Carlinhos aparece entrando no palco andando e é recebido com carinho pelo apresentador Luciano Huck. Visivelmente emocionado, ele chegou a arriscar alguns passos de salsa, gesto que arrancou aplausos e lágrimas da plateia.
Diagnosticado há meses, o coreógrafo vinha compartilhando nas redes sociais parte do seu processo de reabilitação, mostrando exercícios e agradecendo aos profissionais de saúde que o acompanharam. “Ficar de pé é mais do que um gesto físico, é um renascimento. Eu me sinto grato por cada passo e por poder inspirar outras pessoas que passam por momentos difíceis”, disse em uma publicação anterior.
O momento de superação de Carlinhos de Jesus reforça sua trajetória de perseverança e paixão pela dança. Ícone do samba e referência no cenário artístico brasileiro, ele mostrou mais uma vez que o movimento — mesmo diante dos maiores desafios — continua sendo sua forma mais autêntica de expressão.














