Após insegurança e comparações, musa do Terceiro Milênio enfrenta medo e retorna ao Carnaval

Kerolay Chaves Musa do Terceiro milênio

A musa do Terceiro Milênio, Kerolay Chaves, afirmou que a terapia foi fundamental para conseguir enfrentar o medo de voltar ao Carnaval após sua primeira experiência na avenida. Segundo ela, a exposição intensa e a comparação constante com outras musas abalaram sua confiança e a fizeram questionar se seu corpo era suficiente para ocupar aquele espaço.

Kerolay Chaves Musa do Terceiro milênioKerolay contou que o impacto emocional não surgiu durante o desfile, mas no período posterior, quando a repercussão nas redes sociais passou a influenciar a forma como ela se enxergava. “Depois que passa a euforia da avenida, vem a comparação. Eu olhava para outras musas e sentia que meu corpo natural não era o suficiente para a avenida”, disse, em entrevista à revista Quem.

A influenciadora explicou que a pressão não vinha apenas de comentários externos, mas se transformou em uma cobrança interna constante. Diante disso, optou por se afastar do Carnaval por um ano e buscar ajuda profissional para compreender o que estava sentindo e lidar com o medo que passou a associar à experiência.

Durante o processo terapêutico, Kerolay conseguiu identificar o que chamou de “carnafobia”, um receio real de retornar à avenida e reviver a pressão estética vivida anteriormente. “Na terapia consegui entender que aquilo tinha virado um medo real. Era o medo de voltar para a avenida e enfrentar de novo aquela cobrança sobre o meu corpo”, relatou.

Kerolay Chaves Musa do Terceiro milênioAo decidir retornar ao Carnaval em 2026, ela afirma que a escolha foi feita a partir de outro lugar emocional. “Volto mais consciente e com limites mais claros. Não é sobre mudar meu corpo para caber em um padrão, é sobre estar ali com o corpo que tenho hoje”, explicou.

Kerolay será musa da Ala dos Compositores da Estrela do Terceiro Milênio, que desfila no sábado, 14 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. A escola levará para a avenida o enredo Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções.

Para a musa, o retorno representa não apenas um reencontro com o Carnaval, mas também um posicionamento pessoal diante da pressão estética. A decisão de desfilar com o corpo natural simboliza uma tentativa de ocupar a avenida sem repetir o sofrimento vivido no passado, transformando a experiência em um novo começo.

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