A tragédia envolvendo Antonia Sandra de Oliveira Melo, de 50 anos, chocou moradores da Vila do João, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela foi morta a facadas na noite de sexta-feira (30), dentro da própria casa, em mais um caso brutal de feminicídio. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, que se entregou à polícia horas após o assassinato.
Segundo informações da Polícia Civil, Antonia Sandra estava na sala de casa quando o homem invadiu o local e iniciou o ataque. Testemunhas relataram que ouviram gritos desesperados e correram para ajudar, encontrando a vítima caída no chão, gravemente ferida. O agressor já havia fugido.
Os vizinhos tentaram socorrer a mulher, levando-a para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré. No entanto, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, Antonia Sandra de Oliveira Melo já chegou morta ao local. A brutalidade do crime deixou a comunidade em choque.
Ex-companheiro se entrega à polícia
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) iniciou imediatamente as investigações e, em poucas horas, identificou o ex-companheiro de Antonia como o autor do feminicídio. Pressionado pela repercussão e pelas buscas, ele decidiu se entregar à 21ª DP (Bonsucesso), onde foi preso.
A identidade do homem não foi revelada pelas autoridades. Segundo relatos preliminares, ele teria invadido o imóvel da ex-companheira de forma premeditada, reforçando os indícios de feminicídio. O caso segue sob investigação para apurar detalhes e motivação do crime.
Família aguarda liberação do corpo
Na manhã de sábado (31), familiares de Antonia Sandra de Oliveira Melo estavam no Instituto Médico Legal (IML), aguardando a liberação do corpo. A dor da perda foi agravada pela forma brutal com que a mulher teve a vida interrompida. Ainda não há informações sobre o velório ou sepultamento.
Moradores da região relataram que Antonia era uma pessoa tranquila e bastante conhecida na comunidade. O crime gerou grande comoção e reforçou os alertas sobre a violência doméstica que afeta mulheres em diferentes regiões do estado.
Feminicídio é crime hediondo
O feminicídio — assassinato de uma mulher motivado por violência de gênero — é considerado crime hediondo no Brasil desde 2015. A pena pode variar entre 12 a 30 anos de prisão. Casos como o de Antonia Sandra de Oliveira Melo escancaram a urgência de medidas de proteção mais eficazes para mulheres em situação de vulnerabilidade.
O caso no Complexo da Maré reacende a discussão sobre políticas públicas, amparo às vítimas e a necessidade de denúncia em casos de violência doméstica. Canais como o Disque 180 continuam ativos para receber denúncias anônimas e orientar vítimas.














