O antigo anexo da Alerj será transformado em um centro cultural e educacional no Centro do Rio após ser assumido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O imóvel, localizado na Praça Quinze, estava fechado desde 2021 e vinha sofrendo com invasões, furtos e depredação.
A cessão do prédio foi formalizada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) sem custos para o tribunal. O acordo prevê uso inicial de 20 anos, com possibilidade de renovação.
Segundo o projeto apresentado pelo TJRJ, o espaço passará a funcionar como um polo voltado à cultura, educação e acesso à Justiça.
As atividades deverão começar em até dois anos, enquanto as obras de adaptação e revitalização têm previsão de duração de cerca de 12 meses.
Conhecido como Palácio 23 de Julho, o edifício era utilizado como anexo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro antes da transferência da Alerj para o Edifício Lúcio Costa, no Castelo.
No antigo espaço funcionavam gabinetes parlamentares e setores administrativos ligados ao Legislativo estadual.
Com a nova destinação, o prédio passará a sediar o Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), além da Escola de Mediação (Emedi), da Escola de Administração Judiciária (Esaj) e do Centro de Estudos e Pesquisas (Cedes).
As intervenções já começaram e serão custeadas integralmente pelo Tribunal de Justiça do Rio.
O projeto prevê a construção de um teatro com capacidade para 300 pessoas, além de uma sala de cinema e auditórios destinados a palestras, lançamentos de livros e apresentações culturais.
A iniciativa foi articulada pelo presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto.
Segundo a desembargadora Cristina Gaulia, responsável pelo Centro Cultural do Poder Judiciário, a localização estratégica do prédio fortalece o potencial do novo projeto cultural.
A proposta também busca integrar o espaço a um circuito já existente na região central da cidade, ampliando o acesso da população às atividades culturais e contribuindo para a revitalização urbana do Centro do Rio.
Nos últimos anos, a região da Praça Quinze tem recebido projetos de recuperação de imóveis históricos e iniciativas voltadas à ocupação cultural e turística do Centro da capital fluminense.
A revitalização do antigo anexo da Alerj é vista como mais um passo dentro desse movimento de recuperação de espaços históricos na região central da cidade.














