Anderson Paz, uma das vozes mais marcantes do samba carioca, morreu na noite desta segunda-feira (12), aos 52 anos, no Rio de Janeiro. O cantor estava internado no Instituto Nacional do Câncer e faleceu em decorrência de complicações causadas por um câncer no pâncreas, conforme informações confirmadas por familiares.
Nascido no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, Anderson construiu sua trajetória musical a partir dos blocos de carnaval e de grupos de pagode. Com o passar dos anos, ganhou espaço e reconhecimento ao se tornar intérprete de escolas de samba, função em que se destacou pela potência vocal e pela emoção transmitida na Avenida.
Ao longo da carreira, Anderson Paz foi intérprete de agremiações tradicionais do carnaval carioca, como Lins Imperial, São Clemente, Estácio de Sá, Acadêmicos da Rocinha, Paraíso do Tuiuti e Porto da Pedra. Sua atuação lhe rendeu respeito entre compositores, dirigentes e amantes do samba.
A última apresentação de Anderson Paz como intérprete em desfiles ocorreu em 2019, quando defendeu o samba-enredo do Império Serrano. Após esse período, ele se afastou do carnaval para se dedicar à religião evangélica, mantendo-se distante dos holofotes, mas sempre lembrado pelo legado construído na música.
A morte do cantor gerou comoção entre integrantes do mundo do samba, que destacaram sua importância para o carnaval do Rio de Janeiro e sua contribuição para a história das escolas por onde passou. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Anderson Paz deixa uma trajetória marcada por talento, identidade popular e forte ligação com o samba carioca, permanecendo na memória do carnaval como uma voz que ajudou a contar histórias e emocionar o público na Marquês de Sapucaí.














